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Biografias (A-Z)
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  [Artista Residente] Filipe Caldeira
[Artista Residente] Filipe Caldeira

Filipe Caldeira (Vila do Conde, 1982). Inicia em 2000 o seu estudo em manipulação de objetos, de uma forma empírica e focada na técnica que serve uma crueza fortemente influenciada pelo circo finlandês. Desenvolve um particular interesse na sinergia entre o corpo e o objecto, reposicionando-se na relação hierárquica entre estes dois elementos. Ao longo dos anos de prática o seu interesse vai-se desviando do virtuosismo técnico, dando primazia ao imaterial, ao corpo e à voz como gatilhos autónomos. Assim o seu posicionamento face ao circo, dança e teatro tornou-se alvo de auto questionamento. Resultando numa linguagem híbrida e num virtuosismo distorcido, de um corpo que se forma e deforma com a experiência.  Em 2005 inicia-se profissionalmente como autor e intérprete e desde então tem participado em projectos nomeadamente com Joana Providência (Catabrisa, 2012); Luciano Amarelo (Malacorpo, 2010); Anna Stistgaard (Meu Coração Viagem,2009; Feliz Idade, 2010); Teatro do Frio (Utópolis, 2010); Radar 360º (Histórias Suspensas, 2011;Baile dos Candeeiros,2008); Companhia Erva Daninha (Fio Prumo, 2008;50 ou Nada, 2010; Aduela, 2013); Casa da Música (Abracadabra 2012); Comédias do Minho (Chuva, 2014; Uivo, 2014); Marco da Silva Ferreira (Brother, 2017). Em 2015 cria o espetáculo Abutre, encomenda da Fundação Lapa do Lobo e “O cão que corre atrás de mim (e o avô Elísio à janela)”, encomenda do Programa para Crianças e Jovens do Teatro Maria Matos com co-produção do Teatro Municipal do Porto. Em 2016 cria, em colaboração com Catarina Gonçalves e Constança Carvalho Homem, “A Caçada”. Atualmente é artista residente 2015/2017 da Circular Associação Cultural.
 
  [Artista Residente] Joclécio Azevedo
[Artista Residente] Joclécio Azevedo

Joclécio Azevedo (Brasil, 1969). Vive no Porto desde 1990. Os seus trabalhos atravessam diferentes disciplinas artísticas, tendo-se dedicado mais intensamente à criação coreográfica a partir de 1999. Participa regularmente em projetos de criação e investigação, desenvolvendo colaborações e integrando residências artísticas em diversos contextos, dentro e fora do país.Foi diretor artístico do Núcleo de Experimentação Coreográficaentre 2006 e 2011. É membroda direção plenária da GDA e do Conselho de Curadores da Fundação GDA desde 2010.Artista residente da Circular Associação Cultural, a partir de 2012,tendo produzido neste contexto uma série de projetos individuais ou em colaboração com outros artistas (Cuidados Intensivos (2013), Inacabado (2013), Relações públicas (2017) ou Modos de Usar (2018), entre outros.Desde 2013, participa regularmente como formador no FAICC – Formação avançada em interpretação e criação coreográfica da Companhia Instável.Em 2016 trabalhou como assistente convidado no Curso de Especialização em Performance na FBAUP.Colabora, desde 2016, com o grupo Sintoma – Performance, Investigação e Experimentação, orientado por Rita Castro Neves e desenvolvido pelo i2ADS Instituto de Investigação em Arte, Design e Sociedade da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.

 
  Angélica Salvi, La Skimal
Angélica Salvi, La Skimal

Angélica Salvi. Natural de Espanha, mas residente do Porto desde 2011, onde lecciona no Conservatório de Música. O seu percurso inclui colaborações com Evan Parker, Orquestra Sinfónica da Casa da Música, Ensemble Modelo 62, Brokkenfabriek, Butch Morris, e trabalhos desenvolvidos para a Sonoscopia ou o Balleteatro. O álbum, gravado durante o Encontrarte de Amares, no Mosteiro de Rendufe, procura a liberdade sonora e explora a forma como o som pode habitar um espaço através de diferentes camadas e caminhos. O fantasma que existe nas sete peças de “Phantone” é bem real, mas menos formal do que se imagina. Mais uma afirmação do que uma presença, seja nos lugares imaginados da música de Salvi ou nos efeitos em concreto que a gravação no Mosteiro produziram na sua música. Música que se lê, ouve, cheira, sente e se prova.

La Skimal
. Isabel Flores, criadora audiovisual e conhecida como La Skimal passou os últimos 15 anos a viajar para alguns dos lugares mais remotos do mundo para transformar experiências em histórias documentais e registar as mais diversas culturas, incluindo a da sua ilha natal, Ibiza.
Artista multifacetada, de fotógrafa de Paris Hilton ou Idris Elba em Ibiza, a professora de fotografia num bairro em Calcutá, passando pela documentação de práticas xamânicas no deserto de Wirikuta, a prática artística de La Skimal passa por criar sinergias com artistas de diferentes áreas e incorporá-las ao seu próprio processo criativo pessoal.
Destacam-se uma série de exposições individuais e coletivas em todo o mundo e participações em  festivais de renome, como o Format Festival, o Experimental Photography ou o Visual Arts Festival na Cidade do México. No ano passado foi reconhecida com o Balearic Talent Award.
 
  Filipe Pereira
Filipe Pereira

Filipe Pereira é coreógrafo, bailarino e designer floral. Como coreógrafo destaca as peças “Nova Criação” e O que fica do que passa”, em colaboração com Teresa Silva; e “Hale — Estudo para um organismo artificial”, em colaboração com Aleksandra Osowicz, Inês Campos, Helena Martos e Matthieu Ehrlacher. Como bailarino tem vindo a trabalhar com João dos Santos Martins, Sofia Dias & Vítor Roriz, Dinis Machado, Beatriz Cantinho e Martine Pisani, entre outros. Como designer desenvolve o seu recente projeto Antese, em que cria composições florais para diversos fins.
 
  João dos Santos Martins
João dos Santos Martins

João dos Santos Martins é um artista que trabalha através da dança e coreografia em formatos vários que vão desde a criação de espectáculos, a exposições, edições e programação de eventos.
 
  José Maria Vieira Mendes
José Maria Vieira Mendes

José Maria Vieira Mendes escreve maioritariamente peças de teatro, mas também publicou ensaios e textos curtos de ficção. É membro do Teatro Praga desde 2008 e um dos membros da direção da Rua das Gaivotas 6, em Lisboa. Faz traduções literárias, escreveu dois libretos para ópera e trabalha ocasionalmente com artistas plásticos. Colabora regularmente com a companhia Cão Solteiro na escrita de textos para espetáculos. As suas peças foram traduzidas em mais de uma dezena de línguas.
Publicou, mais recentemente, Arroios, Diário de um diário em 2015 (edição Duas páginas), Uma coisa não é outra coisa (ensaio) e Uma coisa (teatro), ambos pelos Livros Cotovia e Para que serve? (Planeta Tangerina). Tem vários artigos sobre teatro e arte publicados e leciona na pós-graduação “Artes de Escrita” da Universidade Nova de Lisboa e na Escola Superior de Teatro e Cinema em Lisboa.
 
  Luís Guerra, Vera Mantero
Luís Guerra, Vera Mantero

Luís Guerra
Formação em dança na Escola de Dança do Conservatório Nacional em simultâneo com formação académica equivalente ao 12º ano (1995-2003), formação em coreografia no Programa Gulbenkian Criatividade e Criação Artísticas na Fundação Gulbenkian em Lisboa (2005) e licenciatura incompleta em Estudos Europeus na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Em 2020 concluiu um Curso de Massagem de Relaxamento no Instituto de Medicina Tradicional em Lisboa e prossegue também os estudos em Desenho e Pintura no ArCo em Lisboa.
Experiência profissional enquanto bailarino e intérprete com os seguintes coreógrafos, directores, bandas, encenadores e/ou companhias: Tânia Carvalho, Vera Mantero, Simon Vincenzi, Emio Greco|PC, Rui Horta, Paulo Ribeiro, Ballet Gulbenkian (Marie Chouinard), Clara Andermatt, Sunday Show, Marlene Monteiro Freitas, Mariana Tengner Barros, Félix Lozano, Luiz Antunes, Sérgio Matias, Miguel Moreira, MimimicalKix, João Garcia Miguel, Pedro Barateiro, Inês Jacques, Mão Morta, Christophe Haleb, José Laginha, Alexandre Roccoli, Hugo Vieira da Silva, Shan Ng, Rui Lopes Graça, Beatriz Cantinho, Cláudia Nóvoa, Elisabete Magalhães, Carlos Oliveira, Manuel Guerra, Henrique Furtado Vieira, Elizabete Francisca, etc. Participação nos projectos Colina 2003 em Montemor-o-Novo e SiWiC 2005 em Zurique. Foi destacado pela revista Dance Europe pela sua interpretação na peça “Olhos Caídos” de Tânia Carvalho.
Experiência profissional enquanto assistente de coreógrafo para remontagem ou criação de peças com: Tânia Carvalho no Ballet da Ópera de Lyon e na Companhia Nacional de Bailado em Lisboa; Rui Horta na Companhia Carte Blanche em Bergen.
Experiência profissional enquanto coreógrafo desde 2005, tendo integrado o colectivo artístico Bomba Suicida de 2008 até à sua extinção em 2014. Participação no projecto CoLABoratório em 2007 no Brasil.
Experiência profissional enquanto artista visual desde 2011 através de exposições individuais e colectivas e trabalhos enquanto ilustrador.

Vera Mantero Estudou dança clássica com Anna Mascolo e integrou o Ballet Gulbenkian entre 1984 e 1989. Tornou-se um dos nomes centrais da Nova Dança Portuguesa, tendo iniciado a sua carreira coreográfica em 1987 e mostrado o seu trabalho por toda a Europa, Argentina, Uruguai, Brasil, Canadá, Coreia do Sul, EUA e Singapura.
Dos seus trabalhos destacam-se os solos “Talvez ela pudesse dançar primeiro e pensar depois” (1991), “Olympia” (1993), “uma misteriosa Coisa, disse o e.e.cummings*” (1996), “O que podemos dizer do Pierre” (2011), “Os Serrenhos do Caldeirão, exercícios em antropologia ficcional” (2012) e “Pão Rico” (2017), assim como as peças de grupo “Sob” (1993), “Para Enfastiadas e Profundas Tristezas” (1994), “Poesia e Selvajaria” (1998), “k(ɘ) su'pɔɾtɐ i s(ɘ)ˈpaɾɐ i kõˈtɐj uʃ dojʃ mu'duʃ i õ'dulɐ” (2002), “Até que Deus é destruído pelo extremo exercício da beleza” (2006), “Vamos sentir falta de tudo aquilo de que não precisamos” (2009), “SUB-REPTÍCIO (corpo clandestino)” (2012) e “As Práticas Propiciatórias dos Acontecimentos Futuros” (2018).
Em 2013 e 2014 criou as instalações performativas “Oferecem-se Sombras” e “Mais Pra Menos Que Pra Mais” (em duas versões: em ocupação da plateia e proscénio da Culturgest em 2013, e em hortas urbanas criadas para a apresentação final do projecto em 2014, esta última numa parceria entre a Culturgest e o Maria Matos Teatro Municipal, no âmbito do projecto Create to Connect, financiado pela Comissão Europeia). Estes projectos, bem como “O Limpo e o Sujo”, estreado no Teatro Maria Matos em Abril de 2016, no âmbito do ciclo “As Três Ecologias”, que Vera Mantero comissariou com Mark Deputter e Liliana Coutinho, posicionam-se de forma clara relativamente a temas e preocupações fulcrais da actualidade: questões de sustentabilidade ambiental e económica, de coesão social e inclusão, de Cidadania.
O seu trabalho artístico tem sido amplamente reconhecido, com prémios institucionais como o Prémio Almada do Ministério da Cultura (2002) ou o Prémio Gulbenkian Arte pela sua carreira como criadora e intérprete (2009), ou através de iniciativas como a apresentação de uma retrospectiva do seu trabalho, organizada pela Culturgest em 1999, intitulada “Mês de Março, Mês de Vera” ou a representação portuguesa na 26ª Bienal de São Paulo, em 2004, com “Comer o coração”, uma obra criada em parceria com o escultor Rui Chafes. O influente jornal brasileiro O Globo elegeu “Os Serrenhos do Caldeirão, exercícios em antropologia ficcional” como uma das 10 melhores peças de dança apresentadas em 2014.
A cidade do Fundão dedicou um ano à artista (Abril 2015 – Abril 2016), com um projecto intitulado “Passagem #2”, que inclui a apresentação de vários espectáculos, o trabalho com alunos de várias escolas locais e a recriação de “Comer o coração” para o circuito de arvorismo do Parque do Convento, no Fundão. A nova versão, designada “Comer o coração nas árvores”, foi apresentada em 2016, no Jardim da Sereia em Coimbra, para a qual Rui Chafes preparou uma nova escultura. Em 2019 apresenta-se em várias salas de espectáculo e assume o nome de 'Comer o coração em cena'".
Integra, desde 2014, o elenco da versão portuguesa de “Quizoola!”, de Tim Etchells/Forced Entertainment, ao lado de Jorge Andrade e Pedro Penim. Foi convidada por Boris Charmatz para integrar “20 Dancers for the XX Century”, um arquivo vivo dos solos coreográficos mais representativos do século XX, que teve lugar na Tate Modern (Londres) e na Opéra de Paris/Palais Garnier (Paris) em 2015, no Tanzkongress na Staatsoper (Hannover) e no Museo Reina Sofía (Madrid), em 2016, e no qual participa com alguns dos seus solos dos anos 90. Colabora regularmente em projectos internacionais de improvisação, ao lado de improvisadores e coreógrafos como Lisa Nelson, Mark Tompkins, Meg Stuart e Steve Paxton.
Desde 2000 dedica-se igualmente ao trabalho de voz, cantando repertório de vários autores e co-criando projectos de música experimental.                                    
Lecciona regularmente composição e improvisação, em Portugal e no estrangeiro.
 
  M̶i̶g̶u̶e̶l Bonneville, Clothilde
M̶i̶g̶u̶e̶l Bonneville, Clothilde

Miguel Bonneville (Porto, 1985) introduz-nos a histórias autobiográficas centradas na desconstrução e reconstrução da identidade através de performances, desenhos, fotografias, vídeo, música e livros de artista. Desde 2003 tem apresentado o seu trabalho tanto nacional como internacionalmente, sobretudo os projectos seriados 'Family Project', 'Miguel Bonneville’ e ‘A Importância de Ser’.
Estudou ‘Interpretação’ na Academia Contemporânea do Espectáculo (2000-2003), tendo complementado os seus estudos com os cursos de: ‘Artes Visuais’ na Fundação Calouste Gulbenkian/Programa Criatividade e Criação Artística (2006), ‘Autobiografias, Histórias de Vida e Vidas de Artista' no CIES-ISCTE (2008), ‘Arquivo – Organização e Manutenção’ no Citeforma (2013), ‘Cyborgs, Sexo e Sociedade’ na FCSH (2016), e ‘Filosofia e Arte’ na Mute (2017), entre outros.
Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian (2011, 2012, 2017) e do Centro Nacional da Cultura – Jovens Criadores (2010).
Fez parte do núcleo de artistas da produtora de dança contemporânea Eira (2004-2006) e da Galeria 3+1 Arte Contemporânea (2009-2013).
Recebeu o Prémio Ex Aequo (2015) pelos espectáculos ‘Medo e Feminismos’, em colaboração com Maria Gil, e ‘A Importância de Ser Simone de Beauvoir’.
Foi artista residente no Sítio das Artes, CAMJAP - Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa, 2007), Homesession (Barcelona, 2008), Mugatxoan - Fundação de Serralves  (Porto, 2010), Festival Transeuropa2012 (Hildesheim, 2012), Arts Printing House (Vilnius, 2013),  Arte y Desarrollo (Madrid, 2014), e La Box (Bourges, 2018), entre outros.
Lecciona esporadicamente composição de performance autoral em diferentes estruturas nacionais e internacionais.
É director artístico do Teatro do Silêncio.

Clothilde, aliás de Sofia Mestre, recorre ao uso de maquinaria e modulares caseiros construídos pelo seu companheiro Zé Diogo, hobo & the birds, para criar paisagens emocionais e estéticas que nos enchem de texturas, melodias e secções sem ponto de chegada definido sempre num take irrepetível de escuta brutalista. A vertigem de controlar e modular frequências eléctricas guia o seu trabalho ecoando Annea Lockwood, Jessica Rylan, Oliveros, Maryanne Amacher and Radigue numa malha de primal experimental e wave. O seu álbum de estreia, Twitcher, foi lançado pela Labareda em 2018.
 
  Miquel Bernat, João Dias, Gustavo Costa, Sonoscopia
Miquel Bernat, João Dias, Gustavo Costa, Sonoscopia

Sonoscopia
A Sonoscopia é uma associação para a criação, produção e promoção de projetos
artísticos e educativos centrada nas áreas da música experimental, na pesquisa Sonora e nos seus cruzamentos transdisciplinares. Desde a sua criação, em 2011, a Sonoscopia produziu mais de 600 eventos, criações artísticas, atividades pedagógicas e publicações em cerca de 20 países europeus e também nos Estados Unidos, Líbano, Brasil, Japão, Emirados Árabes Unidos e Tunísia. A Sonoscopia dispõe de um espaço físico localizado no Porto, onde vários pequenos estúdios estão equipados e preparados para a concepção e produção de trabalhos criativos e científicos. O espaço está preparado para acolher residências e apresentações informais, tendo acolhido centenas de artistas de todo o mundo.

Gustavo Costa
Nasceu no Porto em 1976. Estudou percussão, tecnologias da música, sonologia, composição e teoria musical, concluindo o doutoramento em Media Digitais na Universidade do Porto, sobre o tema da expressividade e interação na música por computador.
Membro fundador da Sonoscopia Associação, o seu trabalho como músico e compositor incide na contracultura underground, na música improvisada e electroacústica. Tocou e gravou extensivamente por toda a Europa, Estados Unidos, Brasil, Colômbia, Emirados Árabes Unidos, Tunísia, Japão e Líbano com, entre outros, John Zorn´s Cobra, Mark Stewart, Fritz Hauser, Alfred Harth, Lukas Ligeti, Jamie Saft, Damo Suzuki ou Steve Mackay.
É atualmente professor assistente na Universidade de Aveiro e na ESMAE, Porto.

Miquel Bernat
(Benisanó, Valência) é um dos mais destacados vultos internacionais da Percussão. Estudou nos conservatórios de Valência, Madrid, Bruxelas e Roterdão e frequentou o Aspen Summer Music Course, nos Estados Unidos. Entre outros, foi laureado com o “Prémio Extraordinario Final de Curso” dos conservatórios de Madrid e de Bruxelas, com o “Prémio Especial de Percussão” no concurso Gaudeamus na Holanda em 1993 e com o segundo prémio de interpretação de Música Contemporânea no mesmo certame, com o Rotterdam Percussive, bem como com o segundo prémio do Aspen Nakamichi Competition (EUA), como solista. Tocou com a Orquestra Ciutat de Barcelona (1988-1991) e com a Royal Concertgebouw Orchestra de Amesterdão, entre outras, assim como com os grupos de música contemporânea Ictus Ensemble, Quarteto Ictus de Bruxelas e Duo Contemporain de Rotterdam.
Apaixonado pela criação contemporânea, colabora estreitamente com numerosos compositores, estreando diversas obras, das quais muitas lhe são dedicadas.
 Professor nos Conservatórios Superiores de Música de Roterdão e Bruxelas, Miquel Bernat tem desenvolvido um intenso trabalho pedagógico na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo (Porto) e Escola Profissional de Música de Espinho, tendo sido convidado para leccionar na Universidade de Aveiro e na Escola Superior de Música da Catalunha. É fundador do Drumming – GP, agrupamento que foi residente da Porto 2001 – Capital Europeia da Cultura, com o qual dirigiu numerosos concertos em Portugal, França, Bélgica, Alemanha, Brasil e Espanha.

João Dias
(n. Oliveira de Azeméis, 1986) Percussionista, licenciado e mestre pela ESMAE, na classe de Miquel Bernat, Manuel Campos e Nuno Aroso. Iniciou em 2016 o Doutoramento em Artes Musicais - Prática Instrumental, na FCSH da UNL e ESML. Atualmente é bolseiro de Doutoramento da FCT. É membro do Drumming GP desde 2004, com o qual já estreou dezenas de obras de compositores de várias nacionalidades,
gravou oito cd’s monográficos dedicados à obra para percussão dos compositores registados, e participou em mais três não assinados pelo grupo. Integrou a European Union Youth Orquestra (2006-2009) onde trabalhou com o maestro e pianista Vladimir Ashkenazy, Rainer Seeguers (Berliner Philharmoniker) e Simon Carrington (London Philharmonic Orchestra). Em 2016 cria “Caixa Elétrica”, projeto a solo dedicado á disseminação da música portuguesa para percussão, apresentado em 2018 no Darmstadt Summer Course. Em 2018 consegue apoio do Criatório com o projeto a solo: DiRE-SoNo: “Discursos de (R)Evolução do Som no Espaço. É investigador do GIMC-CESEM, onde dedica particular interesse na mediação/colaboração entre compositor e intérprete na criação de nova música. É membro do Sond'Ar-te Electric Ensemble e Ensemble de Gamelão da Casa da Música. Colabora com Remix Ensemble, OSP Casa da Música, Orquestra Gulbenkian entre outros. É docente na Universidade de Aveiro.

 
  Noviga Projekto, Clara Saleiro, Manuel Alcaraz Clemente
Noviga Projekto, Clara Saleiro, Manuel Alcaraz Clemente

Noviga Projekto Com as suas raízes em Portugal e sediado na Áustria, Noviga Projekto é um duo de flauta e percussão dedicado à música contemporânea.
Clara Saleiro (flauta) e Manuel Alcaraz Clemente (percussão) trabalharam pela primeira vez como duo na Academia de Verão do Remix Ensemble no ano de 2014. Foi o ponto de partida para, no ano de 2016, estrearem Noviga Projekto nos Encontros Nova Música de Vila do Conde e na 32ª edição do Festival Dias de Música Eletroacústica, em Seia.
Prosseguindo os seus estudos em Performance Practice in Contemporary Music com o Klangforum Wien na Kunstuniversität Graz, na Áustria, desenvolveram o projeto “In a living room” onde refletem as suas próprias ligações geográficas, interpretando obras de compositores portugueses e austríacos.
No 16.º Circular Festival de Artes Performativas estreiam “Differenz - Wiederholung - Transformation” apresentando três peças de compositores contemporâneos interligadas por improvisações sobre o seu material.
Noviga Projekto recebeu o apoio da Stadt Graz.
 
Clara Saleiro Interessada na apresentação pública de criações dos nossos dias, no seu processo de construção, na interação entre intérprete e compositor, entre música e outras áreas artísticas e numa busca constante de novos desafios, Clara Saleiro, flautista, tem dedicado parte do seu trabalho à música contemporânea e a projetos interdisciplinares.
Membro fundador de Noviga Projekto, do projeto AUS e flautista desde 2016 de Vertixe Sonora Ensemble (Espanha), estreia todos os anos dezenas de obras de compositores com quem trabalha diretamente e tem participado em diversos festivais de música contemporânea. No sopro do vento é o mais recente projeto interdisciplinar em que está envolvida.
Clara colabora regularmente com orquestras clássicas e sinfónicas, com a Banda Sinfónica Portuguesa e em variadas formações de câmara.
Iniciou os seus estudos musicais na Academia de Música S. Pio X de Vila do Conde, sua terra natal. O seu percurso académico segue-se por instituições como a Artave, ANSO - Metropolitana, Universidade de Aveiro e Royal Academy of Music, em Londres. Especializou-se em música contemporânea no estúdio particular de Stephanie Wagner (Remix Ensemble) e na Kunstuniversität Graz, na Áustria, onde realizou uma pós-graduação com o Klangforum Wien.
A presente temporada inclui a participação na Lucerne Festival Academy, nos festivais mAdrid aCTUAL, Phona, DME, VIII MIHL Sons-XXI, Circular, bem como concertos em Espanha, Hong Kong, Portugal e Suíça.

Manuel Alcaraz Clemente é um percussionista espanhol especializado na interpretação de música contemporânea. Desenvolve a sua atividade sobretudo como solista, músico de câmara e de ensemble.
Como solista, a sua versatilidade abrange desde repertório para percussão de música clássica contemporânea, ao trabalho regular com jovens compositores reconhecidos pela criação de peças novas e interpretações inovadoras no panorama internacional de música contemporânea.
Desde 2016, é percussionista do Ensemble Schallfeld (AT) e do Noviga Projekto (PT/AT). Para além do seu trabalho com estas formações, é convidado regular de ensembles de música contemporânea e orquestras como o Klangforum Wien, Lucerne Festival Alumni, Mdi Ensemble, entre outros.
Participou em festivais como o Lucerne Festival (CH), Internationale Ferienkurse für Neue Musik Darmstadt (DE), Wien Modern, Klangspuren Schwaz, Impuls Festival, Steirischer Herbst (AT), Afekt Festival (EST), Huddersfield Contemporary Music Festival (EN).
Oferece regularmente workshops e masterclasses a compositores e percussionistas na Áustria, Eslovénia, Espanha e Portugal.
Manuel estudou em Barcelona, Porto e Graz, estando atualmente sediado em Graz (Áustria).
Em 2019 torna-se Marimba One™ Educational Artist.
 
  Volmir Cordeiro, Marcela Santander Corvalán
Volmir Cordeiro, Marcela Santander Corvalán

Volmir Cordeiro
(Brasil, 1987) é doutor em dança pela Universidade Paris 8 (França) com a tese Où le marginal danse: retours sur six pièces chorégraphiques (bolseiro Capes). Em 2011, muda-se para França para realizar estudos coreográficos no Mestrado Essais - Centre National de Danse Contemporaine d'Angers (direção Emmanuelle Huynh). Artista-pesquisador, trabalhou como intérprete com os coreógrafos Alejandro Ahmed, Lia Rodrigues, Cristina Moura, Xavier Le Roy, Laurent Pichaud & Rémy Héritier, Emmanuelle Huynh, Jocelyn Cottencin, Vera Mantero, Nadia Laura & Zeena Parkins e Latifa Lâabissi. A partir de 2012 começa a realizar seus próprios projetos como coreógrafo, apresentando as suas peças em diversos festivais internacionais. Volmir Cordeiro foi artista associado durante o ano de 2015 na Ménagerie de Verre, em Paris, e a partir de 2017 é artista associado ao Centre National de la Danse (CND) à Pantin. Em 2018, foi artista-pesquisador associado aos Ateliers Médicis, em Clichy-sous-bois (França). Ensina regularmente em escolas de formação coreográfica como no Mestrado Exerce - Montpellier, França e Mestrado Drama - Gent, Bélgica.


Marcela Santander Corvalán
Nasceu no Chile, formou-se em dança-teatro na Escola de Artes Dramáticas Paolo Grassi em Milão, e em dança contemporânea no Centre National de Danse
Contemporaine (CNDC), em Angers, sob a direcção de Emmanuelle Huynh. Estudou História na Universidade de Trento, em Itália, e Dança na Universidade Paris 8.
Desde 2011, trabalha com os coreógrafos Dominique Brun (Sacre # 197 e Sacre # 2), Faustin Linyekula (Fortaleza), Julie Nioche Nos amours (2017), Ana Rita Teodoro
Plateau (2017), Volmir Cordeiro L’œil, la bouche et le reste (2017). Também colaborou com o coreógrafo Mickaël Phelippeau nas performances Chorus (2012), Set-Up (2014), Kritt (2014) e Footballeuses (2017) e na direcção artística do festival À Domicile.
Em 2014, começou a trabalhar nos seus próprios projectos. Foi artista associada do
Le Quartz Scène national Brest, onde criou o dueto Epoch com Volmir Cordeiro em 2015, e o solo Disparue em 2016. Em 2017, desenvolveu o trabalho de MASH com a coreógrafa italiana Annamaria Ajmone. A sua nova peça, Quietos, foi criada em  Manège, scène nationale de Reims, em Novembro de 2019.
Foi artista associada no Le Quartz, scène nationale de Brest de 2014 a 2017.