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Biografias (A-Z)
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  [Artista Residente] Filipe Caldeira
[Artista Residente] Filipe Caldeira

Filipe Caldeira (Vila do Conde, 1982). Inicia em 2000 o seu estudo em manipulação de objetos, de uma forma empírica e focada na técnica que serve uma crueza fortemente influenciada pelo circo finlandês. Desenvolve um particular interesse na sinergia entre o corpo e o objecto, reposicionando-se na relação hierárquica entre estes dois elementos. Ao longo dos anos de prática o seu interesse vai-se desviando do virtuosismo técnico, dando primazia ao imaterial, ao corpo e à voz como gatilhos autónomos. Assim o seu posicionamento face ao circo, dança e teatro tornou-se alvo de auto questionamento. Resultando numa linguagem híbrida e num virtuosismo distorcido, de um corpo que se forma e deforma com a experiência.  Em 2005 inicia-se profissionalmente como autor e intérprete e desde então tem participado em projectos nomeadamente com Joana Providência (Catabrisa, 2012); Luciano Amarelo (Malacorpo, 2010); Anna Stistgaard (Meu Coração Viagem,2009; Feliz Idade, 2010); Teatro do Frio (Utópolis, 2010); Radar 360º (Histórias Suspensas, 2011;Baile dos Candeeiros,2008); Companhia Erva Daninha (Fio Prumo, 2008;50 ou Nada, 2010; Aduela, 2013); Casa da Música (Abracadabra 2012); Comédias do Minho (Chuva, 2014; Uivo, 2014); Marco da Silva Ferreira (Brother, 2017). Em 2015 cria o espetáculo Abutre, encomenda da Fundação Lapa do Lobo e “O cão que corre atrás de mim (e o avô Elísio à janela)”, encomenda do Programa para Crianças e Jovens do Teatro Maria Matos com co-produção do Teatro Municipal do Porto. Em 2016 cria, em colaboração com Catarina Gonçalves e Constança Carvalho Homem, “A Caçada”. Atualmente é artista residente 2015/2017 da Circular Associação Cultural.
 
  [Artista Residente] Joclécio Azevedo
[Artista Residente] Joclécio Azevedo

Joclécio Azevedo (Brasil, 1969). Vive no Porto desde 1990. Os seus trabalhos atravessam diferentes disciplinas artísticas, tendo-se dedicado mais intensamente à criação coreográfica a partir de 1999. Participa regularmente em projetos de criação e investigação, desenvolvendo colaborações e integrando residências artísticas em diversos contextos, dentro e fora do país.Foi diretor artístico do Núcleo de Experimentação Coreográficaentre 2006 e 2011. É membroda direção plenária da GDA e do Conselho de Curadores da Fundação GDA desde 2010.Artista residente da Circular Associação Cultural, a partir de 2012,tendo produzido neste contexto uma série de projetos individuais ou em colaboração com outros artistas (Cuidados Intensivos (2013), Inacabado (2013), Relações públicas (2017) ou Modos de Usar (2018), entre outros.Desde 2013, participa regularmente como formador no FAICC – Formação avançada em interpretação e criação coreográfica da Companhia Instável.Em 2016 trabalhou como assistente convidado no Curso de Especialização em Performance na FBAUP.Colabora, desde 2016, com o grupo Sintoma – Performance, Investigação e Experimentação, orientado por Rita Castro Neves e desenvolvido pelo i2ADS Instituto de Investigação em Arte, Design e Sociedade da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.

 
  Clara Amaral
Clara Amaral

Clara Amaral trabalha com texto e performance. A sua prática artística situa-se numa perspectiva interdisciplinar, questionando o que significa ser leitora, ser escritora, e tentando expandir modos, já existentes, de leitura e escrita. Central na sua prática é a investigação de modalidades de publicação inovadoras e o aspecto performativo da escrita e da linguagem através de uma abordagem feminista interseccional.

 
  CZN
CZN

Os últimos anos têm sido ocupados para João Pais Filipe. Da edição em duo com Paisiel ao disco em nome próprio, das colaborações com HHY & The Macumbas ou Black Bombaim, passando pelos encontros no exterior com Burnt Friedman, GNOD, o percussionista africano Omutaba e o mestre peruano Manongo Mujica, pouco tem sido o tempo que o percussionista e construtor de gongos tem tido para parar. Daí que o desafio para esta que, dizem, se tornou uma bela história de amor, tenha vindo da editora-mãe: Lovers & Lollypops. A ideia era ver apenas um concerto de Tomaga, banda de Valentina Magaletti, mas a química, sedimentada pela noite boémia do Porto, foi imediata. E é dela que se forja “The Golden Path”, disco lançado sob a insígnia CZN. Nocturno, visceral, errático, imersivo, este “caminho dourado” por que ambos nos guiam, recoloca a música e o seu papel histórico no centro da espiritualidade humana: unindo o instinto com a disciplina, a realidade com o sonho, o finito e o eterno.
Em 2019, o duo transforma-se em trio com a entrada de Leon Marks para a gravação e Commutator, o mais recente disco do colectivo.  Numa sucessão de avanços seguros e hesitações clínicas sobre sons ambientais, Commutator é mais do que um tento novo para cada um dos músicos que dele fazem parte; é um documento de valor perene, esdrúxulo e com vida própria.

 
  Drumming Grupo de Percussão, Jorge Lima, Pedro Góis, Miquel Bernat | Eduardo Luís Patriarca
Drumming Grupo de Percussão, Jorge Lima, Pedro Góis, Miquel Bernat | Eduardo Luís Patriarca

Drumming Grupo de Percussão é um ensemble de percussão vocacionado para a música contemporânea, fundado e dirigido por Miquel Bernat, no Porto, em 1999. Desde então, tem-se afirmado como um dos mais importantes coletivos do género a nível internacional, contribuindo para a inovação sonora sem descuidar as vertentes didático-pedagógica e social. Os seus espetáculos viajam da percussão erudita ao jazz, passando pela electrónica e rock, e incluem também o desenvolvimento de música de cena para teatro, ópera e bailado, num trabalho de proximidade com compositores. A força das performances é um fator de atração de público, dando espaço a uma interação intensa entre intérpretes e espetadores. Marcado por uma grande adaptabilidade a todo o tipo de espaços e contextos - desde grandes salas de espetáculos nacionais e internacionais, espaços abertos, escolas, universidades ou teatros no interior do país -, o Drumming GP alcança assim públicos diversificados em idade, interesses e condição social, num espectro que inclui também o mais exigente dos públicos melómanos. Em 2016 o Ípsilon escolhe o seu último CD MARES como primeira escolha e melhor cd de música clássica do ano. O trabalho do grupo sobre “Archipelago”, um CD monográfico com obras de Luís Tinoco, recebeu as melhores críticas internacionais tendo sido ouvido em várias rádios internacionais. Drumming GP foi considerado por Andrew McGregor (BBC Radio 3) “um dos melhores grupos de percussão dos últimos anos”. Em 2020, Drumming GP foi nomeado para dois Prémios Play: Melhor Álbum de Jazz - "Liturgia dos Pássaros", com o pianista e compositor Daniel Bernardes; e Melhor Álbum de Música Clássica com o já mencionado "Archipelago", tendo vendido este último. Também lançado em 2020, o CD “Textures & Lines” tem vindo a atingir um público mais vasto e foi considerado pela imprensa especializada um dos melhores álbuns do ano em Portugal.

Jorge Lima iniciou os seus estudos musicais na Academia de Música de Avintes. Posteriormente, ingressou na Escola Profissional de Música de Espinho onde estudou com os professores Pedro Oliveira, Joaquim Alves, Rui Rodrigues e Nuno Aroso. Em 2014 concluiu a licenciatura na ESMAE, na classe dos professores Manuel Campos e Miquel Bernat.
Frequentou masterclasses com Ricardo Gassent, Christian Dierstein, Bruno Costa, Bart Quartier, David Friedman, Mark
Ford, Ney Rosauro, Nebojsa Zivkovic, Amandine Bayer, Kuniko Kato, Markus Leoson, Sisco Aparici, Pedro Carneiro,
Rainer Seegers e Jean Geoffrey.
Tem um projecto de marimba e electrónica com o qual já fez diversos recitais e estreou várias obras. É membro fundador IndexDuo - Percussion and cello duet. Já colaborou em agrupamentos como Drumming – GP, Orquestra do Norte, Orquestra Clássica de Espinho, Marvão Festival Orchestra, Atlantic Percussion Group, Fundação Orquestra Estúdio e Pulsat Percussion Group.
Em 2017 concluiu o Mestrado em Ensino da Música - Percussão na ESMAE, com o tema de dissertação “As implicações da análise musical no estudo da percussão no ensino básico”.
Como professor já ministrou diversas masterclasses e workshops.
Actualmente é professor de percussão e música de câmara na Academia de Música de Santa Maria da Feira e na Academia de Artes de Chaves. É membro da Banda Sinfónica Portuguesa e reforço da Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra Sinfónica do Porto – Casa da Música e do Remix Ensemble.

Pedro Góis nasceu a 26 de Dezembro de 1989 na cidade de Espinho, iniciou os seus estudos musicais aos oito anos de idade. Em 2004 foi admitido na Escola Profissional de Música de Espinho (EPME), no curso de percussão, e em 2007 na Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo (ESMAE), tendo trabalhado com os professores Manuel Campos, Miquel Bernat, Nuno Aroso e Rui Gomes. Participou em vários masterclasses com músicos de renome internacional, tais como, Jeffery Davis, Pedro Carneiro, Rainer Siegers, entre muitos outros. Prestou serviços como músico nas seguintes Orquestras\Grupos: Orquestra Gulbenkian; Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música; Orquestra Sinfónica Portuguesa; Orquestra de Câmara Portuguesa; Orquestra Metropolitana de Lisboa; Ictus Ensemble; Drumming Grupo de Percussão; Orquestra do Algarve; Orquestra Utópica; Orquestra Clássica de Espinho; Orquestra Sinfonieta (ESMAE); Orquestra da APROART; Orquestra Clássica da Póvoa de Varzim e Banda Sinfónica Portuguesa. Actualmente é membro fundador do grupo Pulsat Percussion Group e docente de percussão na Academia de Música de Costa Cabral desde 2013.

Miquel Bernat. Um dos maiores dinamizadores da cena internacional, contribuindo fortemente para a divulgação e solidificação da percussão, abrangendo no seu trabalho os mais diversos tipos de música que vai desde o erudito, experimental com electrónica até ao meio popular e vernacular interagindo com diversas áreas artísticas.
Estudou nos conservatórios de Valência, Madrid, Bruxelas e Roterdão e frequentou o Aspen Summer Music Course em USA.
Foi laureado com o "Prémio Extraordinário Final de Curso" dos conservatórios de Madrid e de Bruxelas, o Prémio Especial no Gaudeamus na Holanda em 1993, bem como o segundo prémio do Aspen Nakamichi Competition (EUA). Músico de grande versatilidade, tocou na Orquestra Ciutat de Barcelona e Royal Concertgebouw Orchestra de Amesterdão. Foi membro do Duo Contemporain de Roterdão e fundador do Ictus Ensemble de Bruxelas, com o qual tem vindo a fazer variados espectáculos (em alguns deles tocando como solista) com a coreógrafa A. T. de Keesrmaeker da Cia. Rosas entre outros.
Solista em incontáveis recitais por todo o mundo, destacamos as estreias mundiais dos Concertos de Percussão de David del Puerto, César Camarero, Luis de Pablo, Mauricio Sotelo e Joan Guinjoan, como solista com a Orquesta de Cadaqués (Esp), Orquestra Nacional do Porto, Orquesta de la Comunidad de Madrid, Orquesta Sinfónica de Murcia, Orquesta de la Radio Television Española (RTVE), Borusan Orchestra de Istambul (Tr), Cyprus Symphony Orchestra (Chipre), MusikFabrik (De), Remix Ensemble (Pt), Grup Instrumental (Sp), etc.
Estreia no IRCAM/Centre George Pompidou de Paris, "Mantis Walk in a Metal Space" de Javier Alvarez, primeiro concerto mundial de Steel Drums com o Ictus Ensemble e destaca-se a sua participação como solista junto ao conceituado barítono Spyros Sakkas e Georg Nigl, na música cénica “Oresteia” de Iannis Xenakis em festivais como Radio France de Montpellier, Estambul Festival, Cyprus Festival, Auditorio Nacional de Madrid, Cité de la Musique de París, Opera de Lille, BOZAR de Bxls, etc. Funda no Porto o Drumming-GP, um dos grupos de percussão mais dinâmicos da cena e crítica internacional e residente do Porto 2001-Capital Europeia da Cultura tocando em Brasil, Sul Africa, Italia, Espanha, França, Bélgica, Rusia, Suiza e as maiores salas do País.
A sua carreira como pedagogo passa como professor nos Conservatórios de Música de Roterdão e Bruxelas e a Universidade de Aveiro. Cria o primeiro curso superior de Percussão de Portugal na ESMAE do Porto. É também professor na ESMUC de Barcelona. Tem sido convidado como professor nos International “Summer Course for New Music” de Darmstadt (Alemanha), no "El Sistema de Orquestras de Venezuela" (FESNOJIV), no “Instrumenta” de Oaxaca (México), em CIVEBRA de Brasília e UNICAMP de Campinas (Brasil), no CNSMDP (Conservatoire National Supérieur de Musique et de Danse de Paris) e na Norwegian Academy of Music, entre outros.
Cria uma coleção de Estudos de Concerto para Marimba em estreita colaboração com compositores conceituados, que publicou em 2017 na Editorial "Tritó" de Barcelona e obtendo o patrocínio da Red Leonardo para Investigadores e Criadores Artísticos de 2016 da Fundação BBVA para a sua difusão. Em fase de elaboração está o segundo volume desta coleção, composto por livro/cd com publicação prevista para finais de 2021. Obteve o apoio da Câmara Municipal do Porto-Criatório 2019 para o projeto “Estudos Coreográficos para um Percussionista”.
Miquel Bernat é um apaixonado pela criação atual, assim como, um dos exponentes mais comprometidos com a expansão da arte da percussão.

Eduardo Luís Patriarca nasceu em 1970 na cidade do Porto. Começou os seus estudos musicais em 1974, no Colégio de Nossa Senhora da Esperança, em piano. Em 1985 ingressa no Curso de Música Silva Monteiro, onde conclui o Curso Complementar de Piano com Sofia Matos. Estuda ainda com Joaquim Marques da Silva, História da Música e com Fernando C. Lapa, Análise e Técnicas de Composição. Em 1990 é admitido no Curso Superior de Composição na Escola Superior de Música do Porto, estudando com Cândido Lima, Filipe Pires, Amílcar Vasques Dias e António Pinho Vargas. Nas restantes áreas teve como professores Álvaro Salazar, Günther Arglebe, Miguel Ribeiro Pereira e José Luís Borges Coelho. Mais tarde, na Escola Superior de Música de Lisboa estuda com António Pinho Vargas e Christopher Bochmann. Durante estes anos foi aluno de Jorge Peixinho (como aluno particular e frequentando os Curso de Aperfeiçoamento de Vila do Conde e o Curso de Formação para professores do GETAP), frequentou seminários de Emmanuel Nunes na Fundação Calouste Gulbenkian, e seminários de Wilfred Jenstchz, Gherard Staebler, António Sousa Dias, Leo Brouwer e Philippe Hurel.
Como professor lecionou em Pedroso, Espinho, Maia, Mirandela e Póvoa do Varzim.
Desde 1991 lecciona na Academia de Música de S. Pio X de Vila do Conde, actualmente Conservatório de Música de Vila do Conde. As suas obras têm sido tocadas com regularidade em vários locais de Portugal, bem como no estrangeiro. Algumas das suas
obras encontram-se gravadas por músicos como Duo Porquoi Pas, Nuno Aroso, Síntese,
Quarteto de Cordas de Matosinhos, João Roíz Ensemble, etc.
A sua obra está editada pela AvA – Musical Editions, pelo MIC e pelo MPMP, estando grande parte gravadas em CD.
É desde 2004 júri do Concurso “Marília Rocha”, classe de piano.
Participou como conferencista do Encontro “Matemática e Música” coorganizado pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e Casa da Música. Aí apresenta uma conferência sobre fractais e música espectral. Em 2008 ingressa no Mestrado em Composição, sob orientação de Isabel Soveral na Universidade de Aveiro, e em 2016 no Doutoramento em Composição, sob orientação de Isabel Soveral na Universidade de Aveiro.
Em Agosto de 2012 participou com conferência sobre a sua obra no Encontro Temp'ora, Bordeaux 2012.
Em 2015 cria e é Director Artístico “Encontros Nova Música em Vila do Conde” em parceria com o Teatro Municipal de Vila do Conde.
Foi um dos compositores escolhidos para o 10o aniversário do Sond’Ar-te Electric Ensemble, onde se executou “We are all made of stardust” para quinteto e eletrónica, sob a direção do maestro sueco Petter Sundkvist.
Actualmente prepara Doutoramento sobre a relação do pensamento budista com a música erudita dos séculos XX e XXI.

 
  Ji Hye Chung, Hwayeon Nam, João dos Santos Martins
Ji Hye Chung, Hwayeon Nam, João dos Santos Martins

Hwayeon Nam (1979) vive e trabalha em Seul. Para além da sua mais recente exposição "Mind Stream" (2020) no Art Sonje Center, realizou outras exposições individuais como "Abdominal Routes" (Kunsthal Aarhus, 2019), "Imjingawa" (Audio Visual Pavilion, 2017) e "Time Mechanics" (Arko Art Center, 2015). Hwayeon Nam representou a República da Coreia no Pavilhão Coreano da 58ª Bienal de Veneza com siren eun young jung e Jane Jin Kaisen, em 2019. Participou em exposições colectivas como "Reencenar a História" (Museu Nacional de Arte Moderna e Contemporânea, 2017), "All the World's Future" (56th International Art Exhibition of La Biennale di Venezia, 2015), e "Nouvelle Vague-Memorial Park" (Palais de Tokyo, 2013). Também realizou várias obras de performance incluindo "Orbital Studies" (2018) no Museu Nacional de Arte Moderna e Contemporânea - Seul.

Ji Hye Chung colaborou com artistas de vários campos na República da Coreia e na Europa através de coreografias e performances. Está interessada no paradoxo que surge quando conceitos conflituosos coexistem dentro de questões sociais e pessoais, e em expandir o que pode ser comunicado através da obra, concentrando-se no movimento. O seu trabalho coreográfico recente inclui "Carta Aberta (2020), "Ar Torna-se Orelhas, Orelhas Tornam-se Olhos" (2020), "Sem Título" (2018), e "Tudo Sobre a Memória (2018)". Das performances em que participou ultimamente inclui-se "DDR (2020, Lyon Eun Kwon), "Body Landscape (2020, Jung-sun Kim x Jae-lee Kim), "Ehera Noara (2020, Hwayeon Nam), "Postcards from Vietnam (2020, Raimund Hoghe)".

João dos Santos Martins (Santarém, 1989) é um artista cujo trabalho abrange formas como a coreografia, a curadoria e a edição. Começou por estudar na Escola Superior de Dança (Lisboa) e na P.A.R.T.S. (Bruxelas), e fez um mestrado entre o e.x.er.c.e (Montpellier) e o Instituto para Estudos Aplicados ao Teatro (Giessen).
Desde 2008, tem articulado a sua prática entre a produção de peças e a colaboração como bailarino com autores como Ana Rita Teodoro, Eszter Salamon, Moriah Evans e Xavier Le Roy. Os seus trabalhos são geralmente desenvolvidas em conjunto com outros artistas como em "Antropocenas" (2017), com Rita Natálio, e "Onde Está o Casaco?" (2018), com Cyriaque Villemaux e Ana Jotta.
O seu interesse pelas genealogias da história da dança, processos de transmissão e a aliança entre prática e discurso, levo-o a criar, com Ana Bigotte Vieira, um dispositivo para o mapeamento colectivo da dança em Portugal — "Para Uma Timeline a Haver"; e a fundar um jornal semestral — Coreia — dedicado às artes e aos artistas.
 
  João Pais Filipe e Mónica Baptista
João Pais Filipe e Mónica Baptista

João Pais Filipe é um baterista, percussionista e escultor sonoro do Porto, nascido na década de 80. O seu trilho enquanto músico é assinalado pela colisão de uma grande amplitude de estilos e linguagens, em bandas como os Sektor 304, HHY&The Macumbas, Unzen Pilot, Paisiel ou CZN. Ao mesmo tempo que mantém uma actividade regular no universo da música improvisada, tendo participado em inúmeros projectos ao lado de nomes como os de Burnt Friedman, Steve Hubback, Fritz Hauser, Evan Parker, Marcello Magliocchi ou Rafael Toral. A sua música surge da construção de gongos, pratos e outros instrumentos percussivos de metal, onde explora a dimensão escultórica e as suas propriedades acústicas. Liberto avança sobre a tensão entre o mecânico e o orgânico, entre a repetição e o
loop, entre a pista de dança e o mantra, e cria um espaço próprio etiquetado ethno-techno, onde as cadências do dancefloor são apropriadas, reinterpretadas por um kit de bateria desenhado à sua medida e canalizadas através de imperfeições e texturas rústicas para uma nova expressão das suas possibilidades.

joao-pais-filipe.tumblr.com

Mónica Baptista (Porto - 1984). Formada em Artes Plásticas-Pintura pela Faculdade de Belas-Artes do Porto. Desenvolve trabalho na área da fotografia, cinema documental e experimental, com especial foco nos meios analógicos, super8, 16mm e 35mm. Pitões das Júnias (Trás-os-Montes) tem sido um lugar gestacional para o desenvolvimento do seu trabalho, assim como contextos cíclicos de viagem.
Realizou diversas residências artísticas das quais se destacam, ZDB - Lisboa, Location One - Nova Iorque, Crater Lab - Barcelona, Atelier 105, Light Cone - Paris e LEC - Laboratório Experimental de Cine na Cidade do México.
Colaborou em performances de cinema expandido com os músicos Robert Aiki Lowe, Pedro Burmester e João Pais Filipe.
O seu trabalho tem sido exibido em Portugal e internacionalmente, em galerias e festivais de cinema. Da sua filmografia fazem parte “Água Forte”(2018), “Cem Raios t’Abram” (co-realização, 2015), “Teares” (2014), “Diário” (2010): prémio BES Revelação - exibido no Museu de Serralves e o documentário "Territórios" (2009), estreado na Semana da Crítica (Cannes) e vencedor do prémio de Melhor Realização no festival Visions du Réel (Suíça).
É co-fundadora da cooperativa cultural Laia, projecto orientado para a produção e investigação na área do cinema experimental.

 
  Los Detectives
Los Detectives

Los Detectives reúne as artistas Mariona Naudin, María García Vera e Marina Colomina. O colectivo, fundado em 2016 em Barcelona, desenvolve projetos que investigam  concomitantemente "o feminino" e as possibilidades da cena; questionando os limites de ambos os temas para gerar uma linguagem própria a partir dos temas que abordam e dos formatos que propõem. Os membros do grupo vêm de áreas como a antropologia, o cinema e as artes plásticas. Los Detectives aproveitam os seus interesses para ampliar as suas propostas cénicas através de um olhar mais plástico do corpo, a partir de exaustivos trabalhos de campo, interpretando referências bibliográficas da história, da filosofia, do cinema e da arte.

No seu trabalho, o coletivo está especialmente interessado em explorar a fragilidade, o ridículo e a experiência como um lugar de conhecimento, movido pelo desejo de relacionar o humor, o corpo e o pensamento a partir da sua identidade feminina. A partir da linha do estranhamento, estabelecem uma tentativa de diálogo com o público, colocando em prática as capacidades dos performers. Definem o seu trabalho como fresco e divertido, e também alcança diferentes tipos de pessoas.

Até ao momento, apresentaram duas peças: a primeira, “Kopfkino” (Mercat de les Flors, 2016) questiona as repercussões do consumo da ficção audiovisual sobre o corpo feminino e as suas identidades como mulheres numa perspectiva crítica, a partir de uma colagem física pontuada por imenso humor.  Na sua segunda peça, “Pienso casa, digo silla” (Festival Grec, 2019), o colectivo explora o universo místico medieval e, em especial, a figura de Hildegard de Bingen (monja, mística e visionária do século XII) para abordar a potencialidade da crença e do conhecimento experimental a partir do extraordinário contributo destas vozes femininas para a história; nesta peça, Los Detectives constroem uma narrativa inspirada por estas vozes a partir de uma perspetiva contemporânea.

Actualmente, o colectivo está a preparar a criação “Concrete Matter”, um trabalho no qual as referências a abordar são trazidas para palco pelas intérpretes. Neste projecto, trabalham com as suas figuras mais íntimas, as suas mães, para elucidar/desvelar de uma forma muito física a nossa relação com o prazer.

 
  Maria Filomena Molder
Maria Filomena Molder

Maria Filomena Molder é Professora Catedrática de Estética na Universidade Nova de Lisboa. Doutoramento em 1992 sobre "O Pensamento Morfológico de Goethe" (IN-CM, 1995).
Editou "Paisagens dos Confins. Fernando Gil", 2009;  "Morphology.  Questions on Method and Language", 2013; e também "Rue Descartes" nº68, “Philosopher au Portugal Aujourd’hui", 2010.  Publicou vários livros sobre a relação entre artes, poesia e filosofia. Alguns deles obtiveram o Prémio Pen-Clube para Ensaio ("Semear na Neve. Estudos sobre Walter Benjamin", 2000; "O Químico e o Alquimista. Benjamin Leitor de Baudelaire", 2012; "Dia Alegre, Dia Pensante, Dias Fatais", 2018); e o Prémio AICA ("Rebuçados Venezianos", 2017). Escreveu também para  Catálogos de arte, sobretudo no contexto da arte portuguesa contemporânea, e sobre filosofia, arte e literatura para Revistas internacionais, como Análise, Internationale Zeitschrift für Philosophie, Sub-Rosa, La Part de l’Oeil, Rue Descartes", Gratuita, Europe, Cadernos Nietzsche, Lettre International, Electra, Diaphanes, Umbigo, Contemporânea.
 
  Raul Maia
Raul Maia

Raul Maia é um criador português, residiu na Áustria durante 12 anos e está recentemente de regresso a Portugal. O seu trabalho tem como base a criação de práticas artísticas físicas, criadoras de linguagens através da reformulação das condições que precedem o movimento e a sua relação com o pensamento. A sua actividade artística divide-se entre as suas próprias criações, a colaboração artística com o artista Belga Thomas Steyaert e o seu trabalho como intérprete. As suas criações foram apresentadas em  vários teatros e festivais como Festival D.D.D. , ImpulsTanz , Xplore dance Festival, Tanzquartier, WUK e Brut. Como intérprete destaca a sua colaboração com Wim Vandekeybus, Tino Sehgal, Sofia Dias e Vitor Roriz, Paul Wenninger e Catarina Miranda.
 
  Volmir Cordeiro
Volmir Cordeiro

Volmir Cordeiro (Brasil, 1987) é doutorado em dança pela Universidade Paris 8 (França) e em 2019 publica a sua tese "Ex-Corpo" pelas edições Carnets, do Centre National de la danse. Em 2011 muda-se para França para realizar estudos coreográficos no Mestrado Essais - Centre National de Danse Contemporaine d'Angers (direção Emmanuelle Huynh). Artista-pesquisador, trabalhou como intérprete com os coreógrafos Alejandro Ahmed, Lia Rodrigues, Cristina Moura, Xavier Le Roy, Emmanuelle Huynh, Vera Mantero, Nadia Laura & Zeena Parkins e Latifa Lâabissi. A partir de 2012 começa a realizar os seus próprios projectos como coreógrafo, apresentando as suas peças em diversos festivais internacionais. Ensina regularmente em escolas de formação coreográfica como no Mestrado Exerce - Montpellier (França), Mestrado Drama - Gent e P.A.R.T.S (Bélgica). Actualmente é artista associado no CDCN La Briqueterie e na Scène National Points Communs de Cergy.
Volmir Cordeiro acaba de receber pela Sociedade de Autores e Compositores Dramáticos (SACD) o prémio Novo Talento Coreográfico 2021.