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Biografias (A-Z)
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  [Artista Residente] Filipe Caldeira
[Artista Residente] Filipe Caldeira

Filipe Caldeira (Vila do Conde, 1982). Inicia em 2000 o seu estudo em manipulação de objetos, de uma forma empírica e focada na técnica que serve uma crueza fortemente influenciada pelo circo finlandês. Desenvolve um particular interesse na sinergia entre o corpo e o objecto, reposicionando-se na relação hierárquica entre estes dois elementos. Ao longo dos anos de prática o seu interesse vai-se desviando do virtuosismo técnico, dando primazia ao imaterial, ao corpo e à voz como gatilhos autónomos. Assim o seu posicionamento face ao circo, dança e teatro tornou-se alvo de auto questionamento. Resultando numa linguagem híbrida e num virtuosismo distorcido, de um corpo que se forma e deforma com a experiência.  Em 2005 inicia-se profissionalmente como autor e intérprete e desde então tem participado em projectos nomeadamente com Joana Providência (Catabrisa, 2012); Luciano Amarelo (Malacorpo, 2010); Anna Stistgaard (Meu Coração Viagem,2009; Feliz Idade, 2010); Teatro do Frio (Utópolis, 2010); Radar 360º (Histórias Suspensas, 2011;Baile dos Candeeiros,2008); Companhia Erva Daninha (Fio Prumo, 2008;50 ou Nada, 2010; Aduela, 2013); Casa da Música (Abracadabra 2012); Comédias do Minho (Chuva, 2014; Uivo, 2014); Marco da Silva Ferreira (Brother, 2017). Em 2015 cria o espetáculo Abutre, encomenda da Fundação Lapa do Lobo e “O cão que corre atrás de mim (e o avô Elísio à janela)”, encomenda do Programa para Crianças e Jovens do Teatro Maria Matos com co-produção do Teatro Municipal do Porto. Em 2016 cria, em colaboração com Catarina Gonçalves e Constança Carvalho Homem, “A Caçada”. Atualmente é artista residente 2015/2017 da Circular Associação Cultural.
 
  [Artista Residente] João dos Santos Martins
[Artista Residente] João dos Santos Martins

João dos Santos Martins Nasceu em Santarém em 1989. É licenciado em Dança pela ESD - Lisboa (2010) e mestre em Estudos Coreográficos pela Paul Valèry III/ex.e.r.ce - programa dirigido por Mathilde Monnier em Montpellier (2013). Frequentou igualmente a Codarts, a P.A.R.T.S. e o MA-CuP em Giessen, dirigido por Bojana Kunst.
Trabalha como coreógrafo e bailarino desde 2008, articulando a sua prática em diversas colaborações expressas em peças como Le Sacre du Printemps (2013), co-dirigido com Min Kyoung Lee, Masterpiece (2013), Projecto Continuado (2015) - Prémio Autores SPA 2016 - Autointitulado (2015) com Cyriaque Villemaux e Antropocenas (2017) com Rita Natálio.
Colabora regularmente como intérprete com Eszter Salamon e Xavier Le Roy, tendo, em 2017, dançado o solo Self Unfinished, de Xavier Le Roy, na Bienal de Dança de Veneza. Trabalhou anteriormente com Cão Solteiro, Ana Borralho & João Galante e Rui Horta, entre outros.
Do seu trabalho contam também a adaptação do solo Conquest (2010) de Deborah Hay, a reconstrução de Continuous Project Altered Daily (1970 - 2011) de Yvonne Rainer, em colaboração com os alunos ex.e.r.ce, Xavier le Roy e Christophe Wavelet, e a produção coreográfica de Tropa Fandanga (2014) do Teatro Praga. A convite de Susana Pomba para o programa Oldschool criou "Oldschool#40 ou Talvez ele pudesse pensar primeiro e dançar depois, ou Como fazer coisas sem dança ou Dança da Crise, 2015". em 2016 foi convidado pelo Teatro Viriato a dirigir Vera Mantero, João Fiadeiro, Clara Andermatt e Paulo Ribeiro no evento Reencontro onde, juntamente com Ana Bigotte Vieira, elabora as premissas para o projecto de historização colectiva da dança em Portugal “Para uma timeline a haver—genealogias da dança enquanto prática artística em Portugal”.  No mesmo ano, cria ainda, a convite do Walk&Talk Azores #dancewithsombody (2016) para e com o Núcleo de Artes Performativas 37,25.
Em 2017 comissaria o ciclo Nova—Velha Dança em Santarém onde dá continuidade à sua investigação sobre traços discursivos da história da dança, num programa de exposições, conversas, workshops e espectáculos.
João dos Santos Martins recebeu a bolsa de mérito da ESD-IPL 2008/09, foi bolseiro do programa danceWeb 2010, do Centro Nacional de Cultura (2010), do programa ENPARTS (2010/11) e da Fundação Calouste Gulbenkian (2011-13). É atualmente “artista residente” da Circular Associação Cultural e dirige a Associação Parasita (fundada em 2014). O seu trabalho foi apresentado em Portugal, Espanha, França, Bélgica, Áustria, Roménia, Brasil, Moçambique, Uruguai, Chile, República da Coreia e Nova Zelândia.

 
  [Artista Residente] Joclécio Azevedo
[Artista Residente] Joclécio Azevedo

Joclécio Azevedo (Brasil, 1969). Vive e trabalha no Porto desde 1990. Os seus trabalhos atravessam diferentes disciplinas artísticas. Dedica-se mais intensamente à criação coreográfica a partir de 1999. Participa regularmente em projectos de criação e investigação ligados à coreografia, dramaturgia e performance desenvolvendo trabalhos individualmente ou em colaboração com outros artistas. Participou como intérprete em projectos de José Caldas, João Paulo Seara Cardoso, Roberto Merino, José Wallenstein, Companhia Gioco Vita, Isabel Barros, Né Barros, Ana Figueira, Joana Providência, Pedro Carvalho, André Guedes, Simone Forti, Gary Stevens,  Ronit Ziv, Jean-Marc Heim, Peter Bebjak/Juraj Korec, Tino Seghal, Joshua Sofaer, Isabelle Schad e Miguel Pereira. O seu trabalho foi apresentado em Portugal, França, Alemanha, Espanha, Bélgica, Suíça, Escócia, Inglaterra, Eslováquia, Índia e Roménia. De 1997 a 1999 dirigiu e programou o "Perspectivas - Festival de Teatro e Dança de Vila do Conde. Em Junho de 2001 representou Portugal nos “Repérages – Reencontres Internationales de la Jeune Chorégraphie” em Lille, tendo integrado também a residência coreográfica resultante dos encontros e organizada pelo Danse à Lille/Sybel Ballet Teatre, na Tunísia. Foi co-criador no projecto “Seis Português”, a convite do Porto 2001 – Capital Europeia da Cultura.
Participou com os seus trabalhos na Plataforma de Dança Portuguesa Contemporânea "Mudanças 2002", no Festival “Portugal” realizado no Treffpunkt Rotebuhlplatz em Stuttgart, na programação do AEROWAVES no The Place em Londres e no CAPITALS (Encontros Acarte/Fundação Calouste Gulbenkian/Lisboa - 2002/2003). Participou nas residências MUGATXOAN (Arteleku/San Sebastián, Fundação de Serralves/Porto) - 2002) e Colina 2003 (O espaço do tempo/Montemor-o- novo). Em 2004 apresentou o seu trabalho no Festival de La Bâtie em Genéve e estreou no Movimento4 (Evento organizado pelo The Hub, em Londres, a convite da Fundação Calouste Gulbenkian) um novo trabalho com alunos do 3º ano do Laban Centre.
Desenvolveu diversas colaborações com o coreógrafo Suíço Jean-Marc Heim, todas estreadas no Arsenic, em Lausanne. Foi director artístico do Núcleo de Experimentação Coreográfica, no Porto, entre 2006 e 2011. Em 2012 colabora com Ana Borralho & João Galante, Vera Mantero e Rita Natálio na criação do evento “Sub-Reptício (corpo clandestino) no São Luiz Teatro Municipal em Lisboa.
O seu trabalho foi apresentado em Portugal, França, Alemanha, Espanha, Bélgica, Suíça, Escócia, Inglaterra, Eslováquia, Índia e Roménia. Actualmente é membro da direcção plenária da GDA e do Conselho de Curadores da Fundação GDA. Artista Residente da Circular Associação Cultural a partir de 2012. Em 2016 colabora como assistente convidado no Curso de Especialização em Performance na FBAUP. É membro colaborador do i2ADS Instituto de Investigação em Arte, Design e Sociedade da Faculdade de Belas Artes, Universidade do Porto, colaborando com o NAI - Núcleo de Arte Intermedia. 
 
  Ana Jotta, Cyriaque Villemaux e João dos Santos Martins
Ana Jotta, Cyriaque Villemaux e João dos Santos Martins

Cyrique Villemaux (1988, Offenburg) estudou dança contemporânea no Conservatório Nacional Superior de Música e Dança de Paris. Em 2012, graduou-se na P.A.R.T.S em Bruxelas. As suas colaborações FR/PT e G#$*&!/Disagreement/How to dance things with doing integraram eventos como o Festival d'Automne de Paris (2012) e Tanz im August (2012). Cyriaque Villemaux trabalhou com Noé Soulier (Little perceptions), Xavier Le Roy (Rétrospective)no Centre Pompidou e com Pierre Leguillon (La grande évasion, 2015) no Centre Nacional de la Danse. Em 2013, colaborou com Julie Kowalczyk no projeto Carte, a children´s book no Musée de la Danse, CCN de Rennes. Uma versão mais antiga desta biografia mencionava o seu interesse em tradução. Esse mesmo interesse encontrou uma forma de se materializar por ocasião do lançamento do livro Rétrospective par Xavier Le Roy, no qual traduziu para francês as entrevistas entre Xavier Le Roy e Bojana Cvejic (2013). Cyriaque Villemaux foi artista residente do Akademie Schloss Solitude entre 2014 e 2015, onde produziu The Stuttgart Pieces e Covers em colaboração com Néstor Garcia Díaz e Boglarka Borcsok. Estreou em 2016 a peça "Châteauroux and other crime scenes”.

João dos Santos Martins (Santarém, 1989) É licenciado em Dança pela ESD - Lisboa (2010) e mestre em Estudos Coreográficos pela Paul Valèry III/ex.e.r.ce - programa dirigido por Mathilde Monnier em Montpellier (2013). Frequentou igualmente a Codarts, a P.A.R.T.S. e o MA-CuP em Giessen.
Trabalha como coreógrafo e bailarino desde 2008, articulando a sua prática em diversas colaborações expressas em peças como Le Sacre du Printemps (2013), co-dirigido com Min Kyoung Lee, Masterpiece (2013), Projecto Continuado (2015) - Prémio Autores SPA 2016 - Autointitulado (2015) com Cyriaque Villemaux e Antropocenas (2017) com Rita Natálio.
Colabora regularmente como intérprete com Eszter Salamon e Xavier Le Roy. Trabalhou anteriormente com Cão Solteiro, Ana Borralho & João Galante e Rui Horta, entre outros.
Em 2017 comissaria o ciclo Nova—Velha Dança em Santarém onde dá continuidade à sua investigação sobre traços discursivos da história da dança, num programa de exposições, conversas, workshops e espectáculos.
É atualmente “artista residente” da Circular Associação Cultural e dirige a Associação Parasita (fundada em 2014).

Ana Jotta Nasceu em 1946 em Lisboa, onde vive e trabalha. Tendo frequentado a Faculdade de Belas Artes de Lisboa, ingressou pos-teriormente (1965-68) na École de Arts Visuels et d´Architecture de l´Abbeye de la Cambre, em Bruxelas. Colaborou como actriz e cenógrafa (1976-79) com "Produções Teatrais" (Teatro Universitário, Lisboa). Desde os princípios dos anos 90 tem sido uma presença assídua em feiras de arte e bienais (ARCO, Bruxelas,Joanesburgo, Barcelona, etc.). Em 2005, realizou uma exposição retrospectiva no Museu de Serralves. A sua obra está presente em várias coleções públicas e privadas de entidades como Fundação EDP, o Centro de Arte Moderna da Fundação Gulbenkian, a Fundación ARCO, a Fundação Luso-Americana e a Fun-dação de Ser-ralves. Ana Jotta tem vindo a construir, desde o início dos anos 80, um corpo de trabalho feito de uma sequência de rupturas e apagamentos: o apagamento dos seus próprios passos anteriores, das ideologias do modernismo, dos mitos do pós-modernismo, da própria noção de autoria que ela tanto desconstrói como reconstitui. Assim ela tem vindo a desmantelar a noção de um «estilo único» ou «coerente».
 
  Christian Rizzo
Christian Rizzo

Nasceu em 1965, em Cannes, França. Deu os primeiros passos como artista em Toulouse, onde formou uma banda rock e criou uma linha de roupa, antes de se formar em Artes Visuais em na Villa Arson, em Nice. Durante os anos 90 foi intérprete nos trabalhos de vários coreógrafos, tendo também colaborado na concepção de figurinos e música. Entre estes coreógrafos encontram-se Mathilde Monnier, Hervé Robbe, Mark Tompkins, Georges Appaix, além de outros com diferentes abordagens artísticas, como Vera Mantero, Catherine Contour, Emmanuelle Huynh, Rachid Ouramdane. Em 1996, fundou a Association Fragile e apresentou performances, “objectos dançantes”, peças colectivas e a solo, para além de outros projectos e encomendas para ópera, moda e artes plásticas. Desde então, criou mais de trinta obras e produções e, em simultâneo, desenvolveu diversas actividades pedagógicas. Christian Rizzo dá regularmente aulas em escolas de artes em França e no estrangeiro, e também em instituições dedicadas à dança contemporânea. Em Janeiro de 2015, Rizzo foi nomeado director do Centre chorégraphique national de Montpellier. A partir de então denominado ICI (Institut Chorégraphique International), o centro coreográfico propõe uma visão transversal da criação, da formação, da educação artística e da abertura a diversos tipos de público. Tendo por base práticas e territórios de actuação, o projecto é antes de tudo um espaço prospectivo que privilegia o convite a artistas, o processo de escrita coreográfica e a partilha de conhecimento.


 
  Clara Amaral
Clara Amaral

Nasceu no Fundão em 1984.
Em 2013 terminou a sua licenciatura em coreografia na School for New Dance Development (SNDO) em Amesterdão.
Em 2014 foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian para participar no ImpulsTanz em Viena, no programa DanceWeb.
Em 2017 estreou no Festival Julidans o seu trabalho Do you remember that time we were together and danced this or that dance? que posteriormente, foi também apresentado no Veem House for Performance e no Festival Something Raw, no Frascati Theatre, em Amesterdão.
Em Portugal, este trabalho será apresentado no Festival Temps d'Images em Lisboa e no Circular Festival de Artes Performativas em Vila do Conde.
Em 2018, o seu próximo trabalho terá premiére no Bâtard Festival, em Bruxelas e no Veem House for Performance, em Amesterdão.
Atualmente, Clara Amaral está no segundo ano do Mestrado no Dutch Art Institute (DAI).

 
  Joana von Mayer Trindade & Hugo Calhim Cristovão + Celeste Natário, Claúdia Marisa, Ezequiel Santos, Rui Lopo, Sofia Vilar
Joana von Mayer Trindade & Hugo Calhim Cristovão + Celeste Natário, Claúdia Marisa, Ezequiel Santos, Rui Lopo, Sofia Vilar

Joana von Mayer Trindade. Coreógrafa, Performer e Professora. Mestre em SODA Solo/ Dance/ Authorship, Universidade das Artes de Berlin UDK/HZT). Licenciada em Psicologia pela Universidade do Porto. Realizou o Curso de Intérpretes de Dança Contemporânea do Forum Dança e o Curso Essais do CNDC d’Angers.

Hugo Calhim Cristóvão. Encenador, Professor e Investigador. Doutorando em Filosofia (FLUP) e Mestre em Filosofia Contemporânea, com a tese “The Dionysian, Zos vel Thanatos, and the Zoetic Art – Sorcery of Austin Osman Spare”. É Licenciado em Filosofia e em Teatro- Ramos de Interpretação e Direção de Atores (ESMAE-IPP).

Juntos são cofundadores do grupo de pesquisa NuIsIs ZoBoP (2004) e criadores das peças: “She Will Not Live”, “VELEDA”, “ZOS (She Will Not Live)”, “Meninas”, "O céu é apenas um disfarce azul do inferno" e “Da insaciabilidade no caso ou ao mesmo tempo um milagre”.

Celeste Natário, Docente da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Coordena o projecto de investigação “Raízes e Horizontes da Filosofia e da Cultura em Portugal” - Instituto de Filosofia da Universidade do Porto.

Claúdia Marisa, Professora Adjunta na ESMAE. Investigadora integrada no Instituto de Sociologia da Universidade do Porto. Doutorada em Motricidade Humana – Dança (FMH/UTL-2007), com mestrado em Sociologia da Arte (FLUP/1998), bacharelato em Teatro (ESMAE/1996), e licenciatura em Sociologia (FLUP/1993).

Ezequiel Santos, Psicólogo e psicoterapeuta, doutorando em arte contemporânea (Colégio das Artes/Universidade de Coimbra), docente na Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril na área de Ciências Sociais e Humanidades, docente convidado na Escola Superior de Dança em Lisboa em 2005/2006. Programador convidado pela EIRA para Cumplicidades - Festival Internacional de Dança de Lisboa (2015 e 2016). É diretor e curador na Forum Dança associação da qual faz parte desde 1996. Leciona regularmente os seminários de História e Teoria da Dança.

Rui Lopo
, Doutorando em Filosofia FLUL. Licenciatura Filosofia FLUL. Membro da direcção da Associação Agostinho da Silva e do grupo de estudo do seu espólio até 2012. Membro de: C.Filosofia da U.Lisboa, do Instituto de Filosofia da U.Porto, Centro de Estudos do Pensamento Português Universidade Católica e do I. Filosofia Luso-Brasileira.

Sofia Vilar
, Psicóloga Clínica e da Saúde, com especialidade em Psicoterapia (Ordem dos Psicólogos Portugueses). Doutorada em Fundamentos Psicanalíticos (Fac. de Filosofia da Univ. Complutense de Madrid-2015).

 
  João Pais Filipe
João Pais Filipe

Nasceu em 1980. É um baterista/percussionista e escultor sonoro do Porto. O seu percurso enquanto músico é caracterizado pela abordagem a uma grande amplitude de estilos e linguagens, em bandas como os Sektor 304, HHY & The Macumbas, Unzen Pilot, Montanha Magnética, Talea Jacta, Space Quartet, Paisiel, Radial Chao Opera, Two White Monsters Around a Round Table, ao mesmo tempo que mantém uma actividade regular no universo da música improvisada, tendo participado em inúmeros projectos ao lado de nomes como os de Steve Hubback, Fritz Hauser, Evan Parker, Marcello Magliocchi, Carlos “Zíngaro” e Rafael Toral. João Pais Filipe desenvolve, complementarmente ao seu trajecto como músico, um trabalho de construção de gongos, pratos e outros instrumentos percussivos de metal, através do qual explora tanto as propriedades acústicas destes objectos como a sua potencial dimensão escultórica e imagética.

 
  João Tiago Dias, José Alberto Gomes
João Tiago Dias, José Alberto Gomes

João Tiago Dias nasceu em 1986 em Oliveira de Azeméis. Percussionista, licenciado e mestre pela ESMAE (Porto), na classe de Miquel Bernat, Nuno Aroso e Manuel Campos. Iniciou em 2016 o Doutoramento em Artes Musicais na variante de Prática Instrumental, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, tendo como orientador da parte prática o percussionista Pedro Carneiro. Atualmente é bolseiro de Doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT). Enquanto intérprete, tem dedicado grande parte do seu tempo ao Drumming Grupo de Percussão (DGP) desde 2004 (grupo fundado em 1999, e desde então tem-se afirmado como um dos mais importantes coletivos do género, vocacionado para a música contemporânea) onde tem um papel ativo enquanto intérprete e mediador na colaboração com compositores na criação de novas obras para o grupo. Com o DGP participou na gravação de cinco cd’s monográficos dedicados à obra para percussão dos compositores registados, e participou em mais dois não assinados pelo grupo. Estreou dezenas de obras de compositores de várias nacionalidades, dos quais se destaca a estreia do Concerto no. 2 para 3 percussionistas e orquestra, de Marlos Nobre, com Orquestra Gulbenkian. Integrou a European Union Youth Orquestra (2006-2009) onde trabalhou com Vladimir Ashkenazy, Rainer Seeguers (timpaneiro da Berliner Philharmoniker) e Simon Carrington (timpaneiro da London Philharmonic Orchestra). Como solista, desenvolveu a pedido do diretor artístico do Festival Música Viva, Miguel Azguime, o projeto a solo “Caixa Elétrica” em 2016, projeto inteiramente dedicado á criação nacional com estreia de 3 novas obras. É investigador do Grupo de Investigação em Música Contemporânea do CESEM, onde dedica particular interesse na mediação entre compositor e intérprete na criação de nova música para percussão. É também membro do Ensemble de Gamelão da Casa da Música, Pulsat Grupo de Percussão, Clarinetes Ad’Libitum e percussionista do Sond'Ar-te Electric Ensemble. Colabora regularmente com Remix Ensemble, Orquestra Sinfônica da Casa da Música, Orquestra Gulbenkian entre outros.
www.joaotdias.com

José Alberto Gomes é um músico, artista sonoro e curador nascido no Porto em 1983. Completou o curso de piano do Conservatório do Porto e em 2007 finalizou a licenciatura em Composição na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo. Criou laços muito fortes com as novas possibilidades tecnológicas musicais e o papel da música no teatro, cinema, instalações e eletrónica na improvisação, tendo especial interesse em procurar novas formas e novos “lugares“ musicais.  Atualmente é coordenador do Serviço Educativo Braga Media Arts (Cidade Criativa da UNESCO no domínio das Media Arts) onde desenvolve e orienta conteúdos, espetáculos e projeto de criação artística ligada às novas tecnologias na arte, comunidade e educação.Doutorado em Computer Music pela Universidade Católica Portuguesa. É também docente no curso de Composição na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo-IPP, no Mestrado em Engenharia em Desenvolvimento em Jogos Digitais - IPCA  e no Doutoramento de Media e Arte Digital na Universidade Aberta.
Apresenta-se regularmente em público em projetos a solo, coletivos ou em parcerias, ex.  BlacKoyote, Digitópia Collective, Srosh Ensemble, Hans-Joachim Roedelius, Gustavo Costa, Ricardo Jacinto, Henrique Portovedo, Jon Rose,… nas áreas de música e sonoplastia para a peças de teatro e video, ex. From Peter Handke's Essay about the Successful Day – Teatro da Comuna, Longe - FITEI-Rivoli, Cidade Domingo - Teatro Oficina/Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura, Prometeu - Teatro de Formas Animadas, Ínsua - Ruptura Silenciosa; como criador e developer de instalações sonoras, ex. A Perpetuação do tempo sob o presente - 23.03/Journées Européennes du Patrimoine, Re-Interpretação Urbana - Fundação de Serralves, Substantive Derivative - Emiliano Zelada/Ingresso Pericoloso,… e como compositor para eletrónica e ensemble instrumental, ex. At he still point of the turbina world, Joana Gama e Luís Fernandes, Drumming GP, Nuno Aroso, João Dias, Henrique Portovedo, FactorE, Srosh Ensemble/Fundação de Serralves, Orquestra Estúdio/Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura.
http://jasg.net/Home.html
 
 
  Joclécio Azevedo, Isabel Costa
Joclécio Azevedo, Isabel Costa

Joclécio Azevedo, Brasil, 1969. Vive e trabalha no Porto desde 1990. Os seus trabalhos atravessam diferentes disciplinas artísticas. Dedica-se mais intensamente à criação coreográfica a partir de 1999. Participa regularmente em projectos de criação e investigação ligados à coreografia, dramaturgia e performance desenvolvendo trabalhos individualmente ou em colaboração com outros artistas. Participou como intérprete em projectos de José Caldas, João Paulo Seara Cardoso, Roberto Merino, José Wallenstein, Companhia Gioco Vita, Isabel Barros, Né Barros, Ana Figueira, Joana Providência, Pedro Carvalho, André Guedes, Simone Forti, Gary Stevens,  Ronit Ziv, Jean-Marc Heim, Peter Bebjak/Juraj Korec, Tino Seghal, Joshua Sofaer, Isabelle Schad e Miguel Pereira. O seu trabalho foi apresentado em Portugal, França, Alemanha, Espanha, Bélgica, Suíça, Escócia, Inglaterra, Eslováquia, Índia e Roménia. De 1997 a 1999 dirigiu e programou o "Perspectivas - Festival de Teatro e Dança de Vila do Conde. Em Junho de 2001
Representou Portugal nos “Repérages – Reencontres Internationales de la Jeune Chorégraphie” em Lille, tendo integrado também a residência coreográfica resultante dos encontros e organizada pelo Danse à Lille/Sybel Ballet Teatre, na Tunísia. Foi co-criador no projecto “Seis Português”, a convite do Porto 2001 – Capital Europeia da Cultura.
Participou com os seus trabalhos na Plataforma de Dança Portuguesa Contemporânea "Mudanças 2002", no Festival “Portugal” realizado no Treffpunkt Rotebuhlplatz em Stuttgart, na programação do AEROWAVES no The Place em Londres e no CAPITALS (Encontros Acarte/Fundação Calouste Gulbenkian/Lisboa - 2002/2003). Participou nas residências MUGATXOAN (Arteleku/San Sebastián, Fundação de Serralves/Porto) - 2002) e Colina 2003 (O espaço do tempo/Montemor-o- novo). Em 2004 apresentou o seu trabalho no Festival de La Bâtie em Genéve e estreou no Movimento4 (Evento organizado pelo The Hub, em Londres, a convite da Fundação Calouste Gulbenkian) um novo trabalho com alunos do 3º ano do Laban Centre.
Desenvolveu diversas colaborações com o coreógrafo Suíço Jean-Marc Heim, todas estreadas no Arsenic, em Lausanne. Foi director artístico do Núcleo de Experimentação Coreográfica, no Porto, entre 2006 e 2011. Em 2012 colabora com Ana Borralho & João Galante, Vera Mantero e Rita Natálio na criação do evento “Sub-Reptício (corpo clandestino) no São Luiz Teatro Municipal em Lisboa.
O seu trabalho foi apresentado em Portugal, França, Alemanha, Espanha, Bélgica, Suíça, Escócia, Inglaterra, Eslováquia, Índia e Roménia. Actualmente é membro da direcção plenária da GDA e do Conselho de Curadores da Fundação GDA. Artista Residente da Circular Associação Cultural a partir de 2012. Em 2016 colabora como assistente convidado no Curso de Especialização em Performance na FBAUP. É membro colaborador do i2ADS Instituto de Investigação em Arte, Design e Sociedade da Faculdade de Belas Artes, Universidade do Porto, colaborando com o NAI - Núcleo de Arte Intermedia.

Isabel Costa, Porto, 1987. O seu trabalho situa-se nas áreas da dança, teatro, performance e video-arte, destacando os projectos Álbum de Família/Teatro Oficina (2017), on remote places em colaboração com Haarvöl (2017), Ando A Estudar Para Ser Poeta/Coletivo Estupendo Inuendo (2016) e embodied natures (2015). Colabora desde 2009 com vários artistas e estruturas destacando Aldara Bizarro, Alexandre Sá, Annie Abrahams, Daniel Pinheiro, João Costa Espinho, Joclécio Azevedo, Tales Frey, Teresa Prima, Comédias do Minho, Fértil - Associação Cultural, Teatro Oficina, ACE-Academia Contemporânea do Espectáculo, Serviço Educativo do Balletreatro Escola Profissional, Escola de Dança do Centro Municipal da Juventude de Vila do Conde e Escola de Dança da JUM - onde assume a direcção artística desde 2006.
 
  Marcela Levi, Lucía Russo
Marcela Levi, Lucía Russo

Marcela Levi Formada pela Escola de Dança Angel Vianna (RJ), Levi foi artista residente no centro de arte Les Recollets (França); no Programa Artistas en Residencia - Casa Encendida / Aula de Danza e no Espaço Cultural Azala (Espanha); no Laboratório de Criatividade Urbana ON.OFF, Guimarães 2012 - Capital Européia da Cultura (Portugal); artista convidada no programa Rio Occupation London, na London Cultural Olympiad, promovido pela SEC RJ; e recebeu a bolsa Batiscafo (Cuba). Seus projetos têm sido apresentados em vários festivais e centros de arte no Brasil, Europa e América Latina, como: Fundação Gulbenkian (Lisboa), Impulstanz Festival (Viena), Les inaccoutumés – Ménagerie de Verre (Paris), In Transit (Berlim), In Presentables (Madrid), Rencontres Choregraphiques de Seine-Saint-Denis (Paris), Kunsten Festival des Arts (Bruxelas), Nottdance (Nottingham), Arnolfini (Bristol), Teatro Solís (Uruguai), Festival COCOA (Buenos Aires), Bienal Internacional de Dança do Ceará, Casa França Brasil, MAM RJ e outros. Levi colaborou com Lia Rodrigues, Vera Mantero e Guillermo Gomez-Peña, entre outros.

Lucía Russo estudou psicologia na Universidade de Buenos Aires, e dança no EDDC (Holanda) e no Centro Cultural Rojas (Argentina). Inquieta, se move entre a criação artística, os processos de transmissão e intercâmbio e a gestão cultural. Desde os anos 2000 mergulha na prática continuada da direção. Na Argentina se destacam as peças “árida o estepa”, “El borde silencioso de las cosas”, “Fantasmagoría”, e as instalações interativas “DUO” e “Sensorama: movimentos para alguma interação”, entre outras. Entre 2007/9 foi Professora titular de Composição Coreógráfica na Universidade Nacional das Artes em Buenos Aires, e Professora convidada na Universidade Nacional Tres de Febrero em 2006. Coordenou o projeto Diálogos: Intercâmbio de processos de criação em dança contemporânea (2006/8), em parceria com a Red Sudamericana de Danza, na América Latina.
Russo colaborou com os artistas Gustavo Ciríaco, Natalia Tencer, Diego Gil, Lucas Condró, Ayara Hernández & Félix Marchand, Silvio Lang, Manuel Vason, Javier Bustos e com o grupo De la Guarda, entre outros.


 
  Ricardo Jacinto
Ricardo Jacinto

Artista e violoncelista focado na relação entre som e espaço. Desde 1998 tem apresentado seu trabalho em exposições individuais e colectivas, concertos e performances em Portugal e Europa, e tem colaborado extensivamente com outros artistas, músicos, arquitetos e performers. Para além do seu trabalho a solo é actualmente membro do quarteto de cordas Beat the Odds (dir. Pascal Niggenkemper c/ Elisabeth Codoux e Felicie Bazelaire), do trio com Joana Gama e Luis Fernandes, do trio The Selva (c/ Gonçalo Almeida e Nuno Morão), do quarteto de Norberto Lobo (c/ Marco Franco e Yaw Tembe), do Ensemble Lisbon Freedom Unit (c/ Luis Lopes, Rodrigo Amado, Pedro Lopes, Gabriel Ferrandini, Bruno Parrinha, Hernani Faustino e Rodrigo Pinheiro) e do duo CACTO (c/ Nuno Torres). A sua música está editada pela Shhpuma Records, Clean Feed e Creative Sources e as suas instalações estão representadas em várias coleções: Fundação de Serralves, Caixa Geral de Depósitos, Fundação Leal Rios or Fundação António Cachola. É membro fundador da OSSO Associação Cultural e atualmente é investigador no Sonic Arts Research Center, Queens University Belfast.

 
  Ricardo Jacinto, Nuno Torres
Ricardo Jacinto, Nuno Torres

Ricardo Jacinto e Nuno Torres têm mantido uma colaboração contínua nos últimos anos, partilhando vários projectos em duo e em articulação com um conjunto vasto de músicos, entre eles Manuel Mota, Ricardo Guerreiro, Shiori Usui, Susana Santos Silva, C. Spencer Yeh, Diogo Alvim, João Pais Filipe, Gustavo Costa e Nuno Morão.
Iniciativas como CACTO, PARQUE, LES VOISINS, EYE HEIGHT e TERRITÓRIOS TEMPORÁRIOS têm servido de mote para uma partilha musical e sonora com apresentação em diversos locais como CCB - Lisboa, Museu de Serralves - Porto, Centre Culturel Gulbenkian - Paris, Dance Base - Edimburgo, Culturgest - Lisboa e ZDB - Lisboa.