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foto para Peça para Negócio Miguel Pereira Peça para Negócio 22 Setembro | Sex | 21:30
Teatro Municipal de Vila do Conde (bancada no palco) - (Av. Dr. João Canavarro)
Dança
foto para Peça para Negócio
Peça para Negócio
Miguel Pereira

“Ter uma nova estratégia.
Tornar o meu trabalho mais atractivo, mais rentável!
Pegar nos elementos que já lá estão, baralhar, dar de novo, mudar a embalagem.
E mostrá-la ao mundo, numa nova investida global, planetária mesmo!
Pensar em grande! [...] Isto tem que ser uma coisa grandiosa!”
[texto de Miguel Pereira em Peça para Negócio] 

Quando comecei a pensar e a delinear esta criação achei que, num momento de desaceleração de obrigações de calendário, poderia dar-me espaço e tempo para reflectir e entender melhor aquilo que me atravessa hoje como pessoa e como artista e de que modo isso seria traduzível num solo. Procurei encontrar um objecto que conseguisse juntar no todo as convicções (artísticas) e simultaneamente contivesse uma estratégia de sobrevivência. 

Apercebi-me que ando neste trabalho há mais ou menos 25 anos, a pensar e a experimentar formas de falar sobre a minha visão pessoal e íntima perante a complexa experiência do mundo, projectada e ampliada no quadro da cena e do teatro. Tentei nunca sobrepor a necessidade económica (ou material) à necessidade artística. Para mim sempre houve uma atitude “amadora” na forma como me entreguei ao prazer do fazer artístico, que como dizia Barthes é aquele que “ama” o que faz. Só depois vem a profissão e os seus estatutos.

Mas perante um mundo cada vez mais veloz e capitalizado como o que vivemos, parece que o espaço para o tempo de experimentar, errar, andar à deriva, procurar, perder-se, reencontrar-se (o tempo do amador) se foi perdendo. Então o instinto e a necessidade de sobrevivência começaram a sobrepor-se a todo e qualquer devaneio artístico. 

Quando se decidiu que a apresentação do solo seria no Espaço do Negócio em Lisboa, achei que o nome do lugar se tornava um bom tema e definia uma estratégia. É possível pensar lucrativamente perante a natureza e o objecto de uma pesquisa artística? Como gerir esse paradoxo? Como reinventar-se nos momentos em que questionamos a nossa própria capacidade de superação? Como não cair no esquecimento? 

Miguel Pereira

Site | Biografia


Ficha artística/ técnica:
Concepção e interpretação
: Miguel Pereira | Colaboração dramatúrgica: Joclécio Azevedo | Apoio artístico: Nuno Lucas | Luz e participação  especial: José Alho | Co-produção: Negócio/ZDB | Produção: O Rumo do Fumo | Residências Artísticas:  Circular Associação Cultural, Negócio/ZDB e O Espaço do Tempo | Apoio: Forum Dança | Agradecimentos: Ana Pais, António Tagliarini, Dina Magalhães, Luísa Veloso, Marta Furtado, Natcho Checa, Paulo Vasques, Pedro Nuñez e Rui Catalão | Agradecimento especial a Sérgio Matias pela colaboração na fase inicial do projecto | Projecto financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian. O Rumo do Fumo é uma estrutura financiada por Ministério da Cultura / Direcção-Geral das Artes

Foto: © Lais Pereira


22 Setembro | Sex| 21:30
Teatro Municipal de Vila do Conde (bancada no palco) - (Av. Dr. João Canavarro)
Dança


Duração aproximada: 55'

Classificação etária: M6
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Bilhetes e reservas
foto para Nova Criação Teresa Silva e Filipe Pereira Nova Criação 23 Setembro| Sáb| 21:30
Auditório Municipal de Vila do Conde (Praça da República)
Dança
foto para Nova Criação
Nova Criação
Teresa Silva e Filipe Pereira
Começámos esta Nova Criação a formar arquivo, confiando que se captássemos o que fazíamos, poderíamos olhar para o que já aconteceu e assim, tentando não perder o fio à meada, retirar pistas que nos informassem sobre o que poderíamos construir para a frente. A cada nova dança a dois gravamos e projectamos na parede de fundo a filmagem da vez anterior. A partir daqui desenvolvemos um dispositivo cénico que é a materialização do movimento de ida do agora para o passado e para o futuro, como uma mise en abyme ou túnel temporal que permite ver aquilo que se repete e aquilo que varia, e perceber mais do que de onde vimos e para onde vamos, o caminho da construção desta peça.
O curioso é que, entusiasmados a responder ao processo, exageramos, e quanto mais nos filmamos, mais nos reproduzimos e mais nos desmultiplicamos, correndo o risco de baralhar o que é imagem e o que é realidade. Filmar é tentar sobreviver, mas é também mostrar uma morte. Daí surge a necessidade de reformulação constante, porque precisamos sempre de continuar. Não é?

Teresa Silva e Filipe Pereira

site Teresa Silva  |   Biografias

Ficha artística/ técnica:
Direcção artística, interpretação, cenografia e figurinos: Filipe Pereira e Teresa Silva | Direcção técnica e desenho de luz: Frederico Godinho | Desenho de som: Rui Dâmaso | Operação de som: Rui Antunes | Acompanhamento artístico na residência de Novembro 2015:
Sabine Macher | Apoio a residências: Anda&Fala Associação Cultural, Devir/CAPa, Materiais Diversos/Centro Cultural do Cartaxo, Centro Cultural da Gafanha da Nazaré, O Espaço do Tempo e Escola Superior de Dança | Co-produção: Teatro Maria Matos/Festival Temps d’Images LIsboa | Apoio à criação: Circular Associação Cultural e Materiais Diversos | Agradecimentos: David Cabecinha, Horta Seca e O Espaço do Tempo.


Foto 1: © Filipe Pereira e Teresa Silva  |  Foto 2: © Maria Gomes




23 Setembro | Sábado | 21:30
Auditório Municipal de Vila do Conde (Praça da República)
Dança



Conversa pós-espectáculo com Teresa Silva e Filipe Pereira moderada por João dos Santos Martins
.

Duração aproximada: 60´
Classificação etária: M6

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Bilhetes e reservas
foto para Relações Públicas Joclécio Azevedo Relações Públicas 24 Setembro | Dom | 17:00
Teatro Municipal de Vila do Conde (Salão Nobre) - (Av. Dr. João Canavarro)
Performance
foto para Relações Públicas
Relações Públicas
Joclécio Azevedo
Este projecto apoia-se numa prática informal de encontros, alguns mais planeados e desenvolvidos, outros mais espontâneos. Partimos da vontade de discutir, praticar e pensar a criação de laços provisórios, temporais, de relações construídas e frágeis. Neste sentido utilizamos a ideia de encontro como uma ferramenta de sobrevivência e de abertura para o futuro. O encontro não acontece apenas entre pessoas mas leva também ao encontro com imagens, com espaços, com palavras, com coisas, com o que não se sabe ainda.

Assumimos o encontro enquanto objecto de estudo, praticamos o encontro como treino, como contexto de aprendizagem, como lugar de estudo de movimento, como lugar de produção de estruturas temporárias. Às vezes trabalhamos sem ter propriamente um plano, a tentar perceber como é que se consegue articular espaços de pensamento e de experiência colectiva. Provocar encontros é uma forma de ensaiar ligações, de combinar elementos, mesmo que dissonantes ou fora de contexto.

Trabalho desenvolvido entre Maio e Setembro de 2017, dando origem a uma performance colaborativa integrada na 13º edição do Circular Festival de Artes Performativas. Acções desenvolvidas em Vila do Conde e na sua periferia, inseridas em residências artísticas intensivas envolvendo pessoas e colectividades locais. Encontros realizados em diversos espaços, públicos ou privados, assumindo diversos formatos: colaborações invisíveis, sessões de escrita colectiva, ateliers e workshops de dança, conversas soltas.

Joclécio Azevedo


Site | Biografias

Ficha artística/ técnica:
Concepção, orientação de ateliers e coreografia: Joclécio Azevedo | Colaboração: Nuno Ramalho | Participação: Escola de Dança do Centro Municipal de Juventude, Escola de Dança da JUM – Juventude Unida de Mosteiró, Conservatório de Música de Vila do Conde e Camaleões | Com: Adelaide Gil, Andreia Silva, Beatriz Barbosa, Beatriz Sanches, Diogo Moreira, Fernando Ribeiro, Gonçalo Marques, Inês Lourenço, Inês Vieira, Isabel Cruz, Márcia Moreira e Rita Pereira | Agradecimentos: Manuela Ferraz, Isabel Costa, Manuela Costa, Aires Pinheiro, Maria José Teixeira

Artista Residente da Circular Associação Cultural.


Foto: © DR
24 Setembro | Dom | 17:00
Teatro Municipal de Vila do Conde (Salão Nobre) - (Av. Dr. João Canavarro)
Performance


Estreia Absoluta

18:00 - Conversa com o público com a participação de Joclécio Azevedo, Nuno Ramalho, Manuela Ferraz (Escola de Dança do Centro Municipal de Juventude de Vila do Conde), Manuela Costa (Escola de Dança da JUM) com moderação de Isabel Costa.

Entrada livre
Classificação etária: M6
foto para sim sim não não Maria Duarte, Sílvia Figueiredo e João Rodrigues sim sim não não 28 Setembro | Qui | 22:00
mala voadora (Rua do Almada 277, Porto)
Teatro
foto para sim sim não não
sim sim não não
Maria Duarte, Sílvia Figueiredo e João Rodrigues
"Se penso em alguém que conta uma história, imagino um grupo de pessoas amontoadas e, à volta delas, um vasto espaço... particularmente assustador... talvez estejam encostados à parede, talvez junto ao fogo, à lareira... algures, para mim, a história é um abrigo.
[...]
O contador de histórias está simultaneamente no centro, intimamente, e à distância no horizonte. Ele é o horizonte, com a história de um lado e, do outro, com o geral."

Poderíamos traçar uma linha - um horizonte - que, por momentos, designaríamos de "storytelling" e perante o qual toda a narrativa (ou memória humana) ora convergiria ora divergiria, fazendo vibrar essa linha como vibra uma corda vocal. Eis-nos aí, então, com um instrumento pelo qual mediríamos as variações de tensão entre os homens, o volume do seu ruído, o alcance do seu desacordo, a textura do seu mau-estar... numa espécie de agrimensura poética, própria a cada expressão literária.

sim sim não não é uma tentativa de suspensão momentânea na conversa havida entre John Berger e Susan Sontag. Se ali se procura vincar razoavelmente as diferenças de percurso pessoal, relativamente à herança deixada pelo storytelling, aqui, neste trabalho, forçam-se essas diferenças à sobreposição, como se tudo dependesse, por momentos, apenas, desse pequeno gesto para uma visão plena do fio original, da linha de horizonte, da voz humana, presumidamente perdidos, não se sabe porquê...

Maria Duarte, Sílvia Figueiredo e João Rodrigues

Ficha artística/ técnica:
Um trabalho de Maria Duarte, Sílvia Figueiredo e João Rodrigues | A partir de John Berger e Susan Sontag | Co-produção: Maria Duarte, Sílvia Figueiredo e João Rodrigues / Culturgest


Biografias


Imagem: © DR


28 Setembro | Qui | 22:00
mala voadora (Rua do Almada 277, Porto)
Teatro


Estreia absoluta

Duração aproximada: 60'

Classificação etária: M6
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Bilhetes e reservas
foto para Conversa em torno de Jorge Peixinho Conversa em torno de Jorge Peixinho 29 Setembro | Sex | 18:00
Salão de Festas do Centro Municipal de Juventude de Vila do Conde (Av. Júlio Graça 580)
Conversa
foto para Conversa em torno de Jorge Peixinho
Conversa em torno de Jorge Peixinho
Conversa em torno da vida e obra do compositor Jorge Peixinho (1940-1995) e da sua relação com Vila do Conde, através da Academia de Música de S. Pio X (actual Conservatório de Música de Vila do Conde).

*iniciativa no âmbito do concerto "Drumming GP apresenta Jorge Peixinho e Eduardo Luís Patriarca" (30 Set, 19:00, Teatro Municipal de Vila do Conde).

Participantes:
- Aires Pinheiro (Direcção Pedagógica do Conservatório de Música de Vila do Conde) - abertura
- Teresa Rocha (ex-Directora Pedagógica da Academia de Música de S. Pio X)
- Eduardo Luís Patriarca (Compositor)
- Miquel Bernat (Drumming Grupo de Percussão)
- Paulo Vasques (Circular Festival) - moderação

A sessão inclui a interpretação da obra:
Jorge Peixinho
Episódios [1960; C.5 min.]

Quarteto de Cordas:
Sónia Guerra
- Violino I
Jean Passos - Violino II
Anna Pereira - Viola d´Arco
António Oliveira - Violoncelo


Jorge Peixinho (Montijo 1940-1995), foi um compositor pianista e maestro uma figura cimeira da cultura portuguesa.
Começou os seus estudos de piano aos sete anos e de composição com apenas oito anos de idade. Após ter completado de forma exemplar os estudos superiores em ambas as áreas e ter recebido o Prémio de Composição do Conservatório Nacional, Jorge Peixinho seguiu para Roma, Itália, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian a fim de se aperfeiçoar em composição musical. No ano seguinte, 1959, ele recebeu o prestigiado Prémio Sasseti de Composição. Em 1960 trabalhou com Luigi Nono em Veneza e estagiou num estúdio electrónico em Bilthoven, Holanda. No ano seguinte a sua obra para orquestra, Políptico, foi estreada em Nápoles (1961). Durante a década de 60 trabalhou várias vezes com Karlheinz Stockhausen e Pierre Boulez em Darmstadt e na Academia de Música de Basileia, tendo ao longo deste tempo continuado a receber relevantes prémios para composição e diplomas. Participa ao longo deste tempo em vários pontos do globo em Festivais e eventos de Música Contemporânea de relevo tais como o I Festival de Música Contemporânea de Buenos Aires e Festival de Música de Guanabara no Rio de Janeiro. Em 1970 cria o Grupo de Música Contemporânea de Lisboa.
De 1972 - 73 ele continua o seu trabalho e pesquisa em música electrónica no Estúdio IPEM, de Gante, Bélgica.
Durante o resto da sua vida ele continuou a participar em diversos Festivais e eventos de Música Contemporânea pelo mundo fora.
Entre outras coisas teve um papel importante na divulgação da obra de outros compositores e seus colegas: Constança Capdeville, Emanuel Nunes, e Clotilde Rosa, etc.
Teve também um papel fulcral na divulgação da Música Contemporânea em Portugal.



Fotos: Cortesia do Conservatório de Música de Vila do Conde


29 Setembro | Sex | 18:00
Salão de Festas do Centro Municipal de Juventude de Vila do Conde (Av. Júlio Graça 580)
Conversa

Entrada livre


foto para A Deriva dos Olhos Bruno Senune A Deriva dos Olhos 29 Setembro | Sex | 21:30
Auditório Municipal de Vila do Conde (Praça da República)
Dança
foto para A Deriva dos Olhos
A Deriva dos Olhos
Bruno Senune
"Life is a constant process of dying"
Arthur Schopenhauer


A Deriva dos Olhos é uma construção poética sobre o caos, a impotência, a destruição do desejo, o cansaço extremo e o caminho percorrido até uma possível metamorfose que permita a sobrevivência. A pesquisa de formas de metamorfosear o corpo, a percepção do mesmo e daquilo que o caracteriza, como metáfora para outras possibilidades de entendimento do mesmo enquanto motor identitário imagético. A exposição da fragilidade e de uma narrativa de sobrevivência, a tristeza que se festeja, a mudança que é necessária para continuar a percorrer os lugares da vida, o limbo constante entre o equilíbrio e a queda, o alívio por entre a ansiedade da impossibilidade. Telma João Santos


site | Biografia

Ficha artística/ técnica:
Concepção & Interpretação: Bruno Senune | Sonoplastia: Flávio Rodrigues | Desenho de Luz & Execução: Zeca Iglésias | Textos & Documentação: Telma João Santos | Figurino: Carlota Lagido | Adereço: Bruno Senune & Bernardino Santos (Marcenaria) | Máscara: Susana Chiocca | Cenário: Bruno Senune em colaboração com Flávio Rodrigues | Fotografia Promocional: Flávio Rodrigues & Cristina Marques (Caligrafia) | Registo Fotográfico: Tiago Aguiart | Registo Audiovisual: Mariana Madaíl | Residências: Balleteatro, Circular Festival de Artes Performativas, O Espaço do Tempo | Cedência de Espaço: NOME EIRA | Co-produção: Circular Festival de Artes Performativas | Apoio: Bolsa Jovens Criadores 2016 - Centro Nacional de Cultura / Instituto Português do Desporto e Juventude


Foto: © Flávio Rodrigues

29 Setembro | Sex | 21:30
Auditório Municipal de Vila do Conde (Praça da República)
Dança


Estreia Absoluta

Duração aproximada: 45'

Classificação etária: M6
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Bilhetes e reservas (bilhete combinado para os espectáculos de Bruno Senune e Ana Pi / venda exclusiva ao balcão do Auditório Municipal de Vila do Conde)
foto para Noirblue Ana Pi Noirblue 29 Setembro | Sex | 22:30
Auditório Municipal de Vila do Conde (Praça da República)
Dança
foto para Noirblue
Noirblue
Ana Pi
Aparição do azul.

Houve um tempo em que o azul não existia. Línguas antigas tais como Japonês, Grego ou Hebraico, não apresentavam uma palavra que definisse a cor. Alguns historiadores elucidam que esta ausência está relacionada à rara presença da cor azul na natureza. Outros afirmam que esta distração linguística aponta para o facto de que tais sociedades não eram suficientemente desenvolvidas, incapazes de dominar, produzir, processar ou apenas vê-la. Azul, no entanto, sobrevive e torna-se símbolo, temporalidade, principalmente para estas sociedades onde ela se havia tornado invisível. O Antigo Egipto ou a Civilização Tupi-Guaraní foram sociedades antigas onde o azul tinha presença firme.

Muitos destes idiomas, onde a cor inexistia, a palavra criada para defini-la surgiu do preto. No campo da dança, a cor preta/negra existe e é a única, de certo modo.

Quais gestos emergiriam se o mesmo procedimento etimológico fosse aplicado a uma construção coreográfica? Uma dança azul que aparece através das danças consideradas negras; manifestações sagradas, tradicionais e populares, bem como formas contemporâneas, ligadas à população Negra em África e suas diásporas.

NOIRBLUE abre espaço para a ficção e a uma navegação atlântica de corpos periféricos. É um exercício que questiona presença, ausência, discursos e temporalidade para produzir uma dança extemporânea alinhada a duas cores específicas: a pele preta e o pigmento azul ultramarino.

Ana Pi, 2017

site | biografiavídeo

Ficha artística/ técnica:
Coreografia, dramaturgia, figurino e objectos, interpretação: Ana Pi  | Música original: Jideh High Elements | Iluminação: Jean-Marc Ségalen | Práticas preparatórias com: Taata Mutá Imê, Samuel Mwamé, BesreKè Ahou, Ousmane Baba Sy | Produção: Ana Pi  & Météores | Plateforme chorégraphique | Difusão: Sarah de Ganck / Art Happens | Co-produções & Parcerias: Théâtre de Vanves (residência em estúdio), Centre National de la Danse (residência técnica), Das Plateau aux Ulis - Espace culturel Boris Vian (residência laboratório), ROSA ass. 1901 (parceria), Circular Festival de Artes Performativas (parceria).

NOIRBLUE é dedicada aos movimentos activistas internacionais #JovemNegroVivo e #BlackLivesMatter, e a todos que os precederam, exigindo liberdade, dignidade e saúde para a população Negra ao redor do mundo.

Agradecimentos : A Casa dos Olhos do Tempo que Fala da Nação Angolão Paketan, Kdu dos Anjos & Lá da Favelinha, association Initi’Arts, Maria Aparecida Moura, Julio Cesar de Oliveira, Gabriel Moura, Laura Fresno, Cidinha da Silva, Amina Jorge, Clarisse Valadares, Camila Dutervil, Glória Cecília Figueiredo, Valéria Amorim,  Fannie  Sosa,  Indira  Dominici,  Julien  Creuzet,  Annabelle  Pirlot,  Julie  Laporte,  Aga  Pę dziwiatr,  Daniel  Nicolaevsky,  Fabiana  ExSouza,  Mafê  Novo  dos  Santos,  Mariana  Ramos,  Miguel  de Sousa, Lea Simone Allegria, Elizabeth Dérôme, Maxime Fleuriot, Céleste Germe, Thibaut Gueriaux, Jef Calmard, Iara Kelly, Wagner Schwartz, Calixto Neto, Sindy Négoce, Catherine Thomas, Séverine Rième,  Celina  Garcia,  Lolo  Chambo,  Jerôme  Fournel,  Yann  Jaffiol,  Valentina  Fraiz,  Nina-Paloma Polly,  Michel  Pastoureau,  aos  espaços  Albert-Gazier  -  Vanves  e Basement  -  Paris,  Thembi  Rosa  e Casa  Manga,  Tristan  Barani,  Anouchka  Charbey  e  toda  a  equipe  do  Théâtre  de  Vanves,  toda  a equipe do Centre National de la Danse, especialmente Kamel Kherchouch, Jean-Jacques Navaillès e Jean Louis Blondieau.

Foto: © Daniel Nicolaevsky
 



29 Setembro | Sex | 22:30
Auditório Municipal de Vila do Conde (Praça da República)
Dança


Estreia Nacional


Duração aproximada: 60'
Classificação etária: M16

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Bilhetes e reservas (bilhete combinado para os espectáculos de Bruno Senune e Ana Pi / venda exclusiva ao balcão do Auditório Municipal de Vila do Conde)
foto para Drumming GP apresenta Jorge Peixinho e Eduardo Luís Patriarca Drumming GP apresenta Jorge Peixinho e Eduardo Luís Patriarca 30 Setembro | Sáb | 19:00
Teatro Municipal de Vila do Conde (Salão Nobre) - (Av. Dr. João Canavarro)
Música
foto para Drumming GP apresenta Jorge Peixinho e Eduardo Luís Patriarca
Drumming GP apresenta Jorge Peixinho e Eduardo Luís Patriarca

Um percurso pelo período de maturidade de Jorge Peixinho (1940-1995), um dos mais importantes e internacionais compositores de Portugal e da sua história contemporânea, que plasma em cada uma das suas peças os estados do mundo em que viveu.
Um homem sensível e permeável que não ficava impassível aos acontecimentos: "Morrer em Santiago" é o hino e o requiem ao assassinato do presidente Salvador Allende em Santiago do Chile, no início dos anos 70, e "A Floresta Sagrada" é o hino à nossa natureza, também assassinada pelo Homem ou pelos seus interesses momentâneos. Este concerto apresenta-se como uma retrospectiva da obra do período maduro deste artista, que resgata estas jóias só ouvidas nas suas estreias, para assim fazer (e continuaremos a fazer) justiça ao legado que deixa para a posteridade.
O projecto inclui a estreia absoluta de uma obra encomendada pelo festival a Eduardo Luís Patriarca, compositor que recebeu formação de Jorge Peixinho e que reside em Vila do Conde.

Drumming Grupo de Percussão


Programa:

Morrer em Santiago (1973) ...................... Jorge Peixinho
Floresta Sagrada (1992) .......................... Jorge Peixinho
Madame Borbolet(r)a (1982) .................... Jorge Peixinho
Empty Time / Empty Space *  (2017) .......... Eduardo Luís Patriarca


* Encomenda do Circular Festival


Percussão: João Miguel Braga Simões, João Cunha, João Tiago Dias, Miquel Bernat, Pedro Oliveira, Rui Rodrigues, Saulo Giovannini
Com a colaboração de Vicente Bernat em Madame Borbolet(r)a
Direcção: Miquel Bernat
Agradecimentos: Pedro Sousa Silva, Sonoscopia, Pedro Couto Soares, João Luiz


site | Biografia


Jorge Peixinho (Montijo 1940-1995), foi um compositor pianista e maestro uma figura cimeira da cultura portuguesa.
Começou os seus estudos de piano aos sete anos e de composição com apenas oito anos de idade. Após ter completado de forma exemplar os estudos superiores em ambas as áreas e ter recebido o Prémio de Composição do Conservatório Nacional, Jorge Peixinho seguiu para Roma, Itália, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian a fim de se aperfeiçoar em composição musical. No ano seguinte, 1959, ele recebeu o prestigiado Prémio Sasseti de Composição. Em 1960 trabalhou com Luigi Nono em Veneza e estagiou num estúdio electrónico em Bilthoven, Holanda. No ano seguinte a sua obra para orquestra, Políptico, foi estreada em Nápoles (1961). Durante a década de 60 trabalhou várias vezes com Karlheinz Stockhausen e Pierre Boulez em Darmstadt e na Academia de Música de Basileia, tendo ao longo deste tempo continuado a receber relevantes prémios para composição e diplomas. Participa ao longo deste tempo em vários pontos do globo em Festivais e eventos de Música Contemporânea de relevo tais como o I Festival de Música Contemporânea de Buenos Aires e Festival de Música de Guanabara no Rio de Janeiro.Em 1970 cria o Grupo de Música Contemporânea de Lisboa.
De 1972 - 73 ele continua o seu trabalho e pesquisa em música electrónica no Estúdio IPEM, de Gante, Bélgica.
Durante o resto da sua vida ele continuou a participar em diversos Festivais e eventos de Música Contemporânea pelo mundo fora.
Entre outras coisas teve um papel importante na divulgação da obra de outros compositores e seus colegas: Constança Capdeville, Emanuel Nunes, e Clotilde Rosa, etc.
Teve também um papel fulcral na divulgação da Música Contemporânea em Portugal.

Foto Drumming: © Susana Neves  |  Foto Jorge Peixinho: Cortesia do Conservatório de Música de Vila do Conde
30 Setembro | Sáb | 19:00
Teatro Municipal de Vila do Conde (Salão Nobre) - (Av. Dr. João Canavarro)
Música

Estreia absoluta


Duração aproximada: 50'
Classificação etária: M6
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Entrada livre
foto para Undated Martine Pisani Undated 30 Setembro | Sáb | 21:30
Teatro Municipal de Vila do Conde - (Av. Dr. João Canavarro)
Dança
foto para Undated
Undated
Martine Pisani
Undated é inspirado no fenómeno de condensação, que consiste no processo de passagem do estado gasoso para o estado líquido. Dizemos que o vapor condensa quando as moléculas se combinam para formar um estado líquido e deixam de permanecer em suspensão. E se tentasse condensar todos os trabalhos que realizei com bailarinos ao longo de vinte anos? Ou como poderia desenrolar o guião de dez das minhas performances ao mesmo tempo e no mesmo lugar?
Estas questões surgiram de uma intuição que trouxe consigo a ideia para Undated.
Como o vapor em suspensão, tudo está lá, mas de forma invisível. Seria suficiente revelar o seu potencial, materializar aquilo que nos dias de hoje me parece importante, traduzi-las aqui e agora.
Tive como objectivo reunir bailarinos e artistas de som e luz, todos presentes em algum momento nas criações da companhia. Uma espécie de condensação humana. Essas pessoas são como emblemas, atendendo que fizeram parte dos nossos processos de colaboração e estado de espírito, e cruzaram-se ou não, em um ou mais espectáculos. A palavra "emblema" é forte mas a presença dos bailarinos em palco foi sempre a base das minhas performances.
Escolhi uma equipa que mistura períodos e personalidades.
O que nos une é, talvez, o sentido de jogo, o espírito de infância, a simplicidade e uma certa distância em relação aos nossos gestos.
E certamente o interesse pela dança!
Os conteúdos surgem das performances que criamos juntos. Estas performances não são apresentadas tal e qual o foram originalmente porque nem todos os bailarinos das peças estão presentes e acima de tudo, não é essa a questão desse novo projecto.
É meu desejo explorar a transformação necessariamente num contexto diferente.
Importa aqui levantar questões centrais das performances, como cheguei até lá, que tipo de materiais produziram? Trata-se de questionar cada uma das situações, quanto à sua verdadeira pertinência. Tenciono trabalhar com a plenitude e o vazio, a presença e a ausência, gerados por determinadas acções. Para actualizar momentos dissolvidos no tempo, para que possamos inventar uma nova forma. Uma forma prospectiva com elementos retrospectivos, áspera e espontânea. Imagino que o espaço seja feito pelos performers e construído como uma casa, a casa do ser.
Martine Pisani


Concepção: Martine Pisani  | Assistente: Theo Kooijman | Bailarinos: Hermann Heisig, Cristophe Ives, Theo Kooijman, Eduard Mont de Palol, Élise Olhandéguy, Laurent Pichaud, Tania Pieri, Ludovic Rivière, Lola Rubio, Jean-Baptiste Veyret-Logerias | Luz: Ludovic Rivière | Produção: La compagine du solitaire | Co-produções: Uzès danse CDC, PACT Zollverein Essen, Circular Festival de Artes Performativas de Vila do Conde, Marseille Objectif Danse, Ménagerie de Verre paris, Pôle Arts de la scène - Friche La bBelle de Mai, Pôle Sud CDC, L´échangeur-CDC Hauts-de-France | Com o apoio de: CN D Centre national de la danse - acolhimento em residência. La compagnie du solitaire tem o apoio do Ministère de la Culture et de la Communication - Drac Île de France.

site | biografia | vídeo


Fotos © DR
30 Setembro | Sáb | 21:30
Teatro Municipal de Vila do Conde - (Av. Dr. João Canavarro)
Dança

Estreia Nacional


Duração aproximada: 60'
Classificação etária: M6
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Bilhetes e reservas
foto para Ana Pi e Jideh High Elements DJ Set Ana Pi e Jideh High Elements 30 Setembro | Sáb | 23:00
Café do Parque (Av. Júlio Graça 270, Vila do Conde)
Festa de encerramento
foto para Ana Pi e Jideh High Elements
Ana Pi e Jideh High Elements
DJ Set
Depois da passagem pelo papel de DJ na festa de abertura do 10º aniversário do Circular Festival de Artes Performativas (2014), a coreógrafa Ana Pi regressa à cabine de DJ acompanhada pelo músico Jideh High Elements para animar a festa de encerramento do festival.
Num registo descontraído dançaremos ao som de dub, reggae, dancehall old school, funk, entre outros.


Foto: © Daniel Nicolaevsky
30 Setembro | Sáb | 23:00
Café do Parque (Av. Júlio Graça 270, Vila do Conde)
Festa

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Entrada livre