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PROGRAMA EDUCATIVO | Circular Associação Cultural



QUESTÕES PRÁTICAS: DESAPRENDER CONTINUAMENTE
CICLO DE ENCONTROS, CONVERSAS E PERFORMANCES


Ciclo de encontros que pretende dar a conhecer, com a ajuda de diversos convidados, práticas de investigação, escrita, performance, pensamento, transmissão e de acção colaborativa. Cada encontro funcionará como um exercício de activação do imaginário social, poético e político dos participantes e dos convidados, procurando intersecções entre práticas artísticas e não artísticas. Dando ênfase a diferentes linguagens e entendimentos da prática enquanto elemento de transformação, iremos promover oscilações entre a dimensão individual e social da acção e entre modos de produção que invocam a materialidade e a imaterialidade. Organizado em torno de momentos que se articulam entre si, em formatos distintos, com diferentes protocolos de participação, o programa irá utilizar diferentes dinâmicas de encontro, promovendo o envolvimento do público nas questões em discussão. Iremos examinar estratégias de trabalho, de comunicabilidade, de sobrevivência e de produção do conhecimento, desmontando a aprendizagem e diluindo fonteiras entre disciplinas.

Coordenação: Joclécio Azevedo
Iniciativa no âmbito do Programa Educativo da Circular Associação Cultural

Programa:

15 de Dezembro 2018 (sáb), 12:30-15:30, Centro de Memória de Vila do Conde
Encontro com: Inês Moreira (arquitecta/curadora) / Susana Medina (museóloga) + Rebecca Moradalizadeh (artista plástica/performer)
LANDMARKS #04 + Almoço vegetariano Iraniano + performance

13
de Abril 2019 (sáb),15:00-17:00, Auditório Municipal de Vila do Conde
“Brinquedos”
uma aula da Girlschool
[Susana Mendes Silva + Alice Geirinhas]


15 de Junho 2019 (programa a anunciar brevemente)

Sinopse “Brinquedos” uma aula da Girlschool
:

Girlschool é um projecto de aulas performativas das artistas Susana Mendes Silva e Alice Geirinhas sobre temas ligados à arte e à sexualidade, mas que é também um espaço de liberdade, inclusivo e igualitário, e que vem acontecendo com regularidade desde 2016. Para o ciclo “Questões Práticas: desaprender continuamente”, integrado no programa educativo da Circular Associação Cultural, apresentam a sessão “Brinquedos” que será teórico-prática e para a qual não é necessário ter qualquer experiência artística prévia. Na Girlschool existe sempre uma mesa comum, um projector de vídeo, material de trabalho e vinho. A participação é livre mediante inscrição prévia.

Biografias
:

Susana Mendes Silva é artista plástica e performer. O seu trabalho integra uma componente de investigação e de prática arquivística, que se traduz em obras cujas referências históricas e políticas se materializam em exposições, acções e performances através dos mais diversos meios de produção. O seu universo contempla e reconfigura contextos sociais diversos sem perder de vista a singularidade do indivíduo. A sua intimidade psicológica ou a sua voz são inúmeras vezes veículos de difusão e recepção de mensagens poéticas e políticas que convocam e reactivam a memória dos participantes e espectadores.
Susana estudou Escultura na FBAUL e frequentou o programa de doutoramento em Artes Visuais (StudioBasedResearch) no GoldsmithsCollege, Londres, tendo sido bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian. É Doutorada em Arte Contemporânea, pelo Colégio das Artes da Universidade de Coimbra, com a tese baseada na sua prática performativa – A performance enquanto encontro íntimo. É Professora Auxiliar na Universidade de Évora no curso de Arquitectura Paisagista.

Alice Geirinhas vive e trabalha em Lisboa e Coimbra.
Desde meados dos anos 80, tem vindo a desenvolver um corpo de trabalho ligado ao desenho e narratividade traduzido nas suas múltiplas formas: livro de artista, vídeo, instalação e performance.
Realizou diversas exposições individuais e colectivas em Lisboa, Oslo, Rio de Janeiro, Vigo, Madrid e Londres. Parte da sua obra gráfica está publicada no livro Alice (1999); dos livros publicados destaca Isto de Estar Vivo de Luiz Pacheco (Contraponto, 2000); e os livros de artista, A Nossa Necessidade de Consolo é Impossível de Satisfazer #2 (2003), Alice’sGuestBook (2010),TheCabinetofDr Alice (2014) e Manifesto Visual (2016).
Fez parte do coletivo artístico SparringPartners ( com João Fonte Santa e Pedro Amaral) e atualmente é uma das Girlschool (com Susana Mendes Silva) .
Doutorada em Arte Contemporânea pelo Colégio das Artes da Universidade de Coimbra, é professora auxiliar do Departamento de Arquitetura, Faculdade Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.


Susana Medina é responsável pelo projecto museológico da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) desde 2003 e docente externa do Mestrado em Museologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP) na disciplina de Administração e Gestão de Museus. É licenciada em História (variante Arte) pela FLUP e pós-graduada em European Cultural Planning pela Universidade De Montfort (Leicester, Reino Unido). Concluiu o Mestrado em Museologia na FLUP em 2008. Exerceu atividade profissional no Serviço Educativo da Fundação de Serralves até 1999 e integrou a equipa que programou os eventos das áreas do Pensamento, Ciência, Literatura e Projectos Transversais da Porto 2001-Capital Europeia da Cultura como assistente de programação. No presente, além de responsável pelo FEUPmuseu, integrou a equipa técnica do Museu Digital da Universidade do Porto e tem colaborado no projeto Mu.SA - Museum Sector Alliance.

Inês Moreira [Porto, 1977] é arquitecta, curadora e investigadora de Pós-Doutoramento na Universidade Nova de Lisboa, onde investiga sobre a revitalização de espaços pós-industriais. No presente momento está a redigir um livro sobre estas questões no Báltico. É Professora Auxiliar Convidada na FBAUP. A par da arquitecta Paula Melâneo, é editora do Jornal Arquitectos, a revista da Ordem dos Arquitectos. Integra o "European Fórum for Advanced Practices", recentemente aprovado como rede europeia COST. Doutorada em Curatorial Knowledge pelo Goldsmiths College, University of London, 2014.  Mestre em Arquitectura e Cultura Urbana pelo Master Metropolis, leccionado no Centro de Cultura Contemporânea de Barcelona, 2003. Licenciada em Arquitecta pela FAUP, 2001. Desde 2001 tem-se dedicado a áreas culturais da arquitectura, seja na concepção de cenografias, de curadorias de exposição e eventos, ou no trabalho de campo interdisciplinar sobre locais remotos. Destaca-se o programa de Arquitectura de Guimarães 2012 - Capital Europeia da Cultura, a Bienal de Arte Pública de Bordéus, a Bienal Alternativa de Gdansk na Polónia, ou as cenografias para o Lab´Bel em França.
www.inesmoreira.org

Rebecca Moradalizadeh (n. 1989, Londres) de origem luso-iraniana, artista plástica, vive e trabalha no Porto. É mestre (2017) em Estudos Artísticos - Estudos Museológicos e Curadoriais pela FBAUP - Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e em 2016/17 realizou um estágio curricular integrado no 2º ano do mestrado no Serviço de Artes Performativas do Museu de Arte Contemporânea de Serralves. O tema da sua dissertação incidiu-se sobre Os Vestígios da Performance no Museu. É licenciada (2011) em Artes Plásticas - ramo de multimédia, pela mesma instituição; em 2011 frequentou o programa Erasmus, na Sheffield Hallam University, em Sheffield, Reino Unido. Desde 2010 desenvolve um percurso artístico nas artes plásticas onde explora os domínios da performance art, vídeo art, fotografia, desenho e instalação e tem vindo a apresentar o seu trabalho em várias exposições/apresentações individuais e coletivas em Portugal, Sheffield e Berlim. Em 2015 surge SHIRIN um projeto de investigação pessoal, teórico-prático dedicado à gastronomia Iraniana que cruza o meio artístico com o intuito de procurar um passado fragmentado, tentar reunir memórias e costumes familiares e revisitar os aromas e sabores experienciados na infância que intensificam e aproximam essas memórias longínquas. Alguns dos eventos realizados foram alusivos a datas importantes do calendário persa como o Ramadão: Sahari-Rozeh-Iftar na Pandora Pátio Café (Porto) e o Ano Novo persa Nowruz no Espaço Compasso (Porto). Em 2017, Shirin participa na 1ª edição do programa Comer C’os Olhos, fusão entre gastronomia e cinema (Caldas da Rainha); participa na 9ª edição da Family Film Project, com um jantar-performance LandMarks#3 – a question of identity onde aborda o arquivo familiar aliado a memórias pessoais, questões de identidade e de território. Mais recentemente, Shirin foi convidada para realizar uma experiência gastronómica na Bolsa de Ideias #9, no Palácio da Bolsa e integrou o programa A Rota da Seda #1 – Médio Oriente, promovido pela OPPIA- oPorto Picture Academy, com um jantar iraniano. Desde 2015 é membro do grupo Sintoma - Performance. Investigação e Experimentação do i2ADS FBAUP coordenado por Rita Castro Neves. Em 2016, a performance Vinculado (2016) – performance em co-criação com a performer Helena Ferreira – recebeu o prémio do Concurso Noite Branca (Braga). Em 2017, recebe o 2º prémio do Concurso Artes e Talentos da Fundação da Juventude com a proposta Archives Vivants (2017) – uma reflexão artística e curatorial prática em torno do vestígio da performance. Atualmente é monitora do Serviço Educativo do Núcleo de Arte da Oliva Creative Factory, em São João da Madeira.

http://rebeccamoradalizad.wixsite.com/visualartist
https://www.facebook.com/shirinvegetariancuisine/

Joclécio Azevedo (Brasil, 1969). Vive e trabalha no Porto desde 1990. Os seus trabalhos atravessam diferentes disciplinas artísticas. Dedica-se mais intensamente à criação coreográfica a partir de 1999. Participa regularmente em projectos de criação e investigação ligados à coreografia, dramaturgia e performance desenvolvendo trabalhos individualmente ou em colaboração com outros artistas. Participou como intérprete em projectos de José Caldas, João Paulo Seara Cardoso, Roberto Merino, José Wallenstein, Companhia Gioco Vita, Isabel Barros, Né Barros, Ana Figueira, Joana Providência, Pedro Carvalho, André Guedes, Simone Forti, Gary Stevens,  Ronit Ziv, Jean-Marc Heim, Peter Bebjak/Juraj Korec, Tino Seghal, Joshua Sofaer, Isabelle Schad e Miguel Pereira. O seu trabalho foi apresentado em Portugal, França, Alemanha, Espanha, Bélgica, Suíça, Escócia, Inglaterra, Eslováquia, Índia e Roménia. De 1997 a 1999 dirigiu e programou o "Perspectivas - Festival de Teatro e Dança de Vila do Conde. Em Junho de 2001 representou Portugal nos “Repérages – Reencontres Internationales de la Jeune Chorégraphie” em Lille, tendo integrado também a residência coreográfica resultante dos encontros e organizada pelo Danse à Lille/Sybel Ballet Teatre, na Tunísia. Foi co-criador no projecto “Seis Português”, a convite do Porto 2001 – Capital Europeia da Cultura. Participou com os seus trabalhos na Plataforma de Dança Portuguesa Contemporânea "Mudanças 2002", no Festival “Portugal” realizado no Treffpunkt Rotebuhlplatz em Stuttgart, na programação do AEROWAVES no The Place em Londres e no CAPITALS (Encontros Acarte/Fundação Calouste Gulbenkian/Lisboa - 2002/2003). Participou nas residências MUGATXOAN (Arteleku/San Sebastián, Fundação de Serralves/Porto) - 2002) e Colina 2003 (O espaço do tempo/Montemor-o- novo). Em 2004 apresentou o seu trabalho no Festival de La Bâtie em Genéve e estreou no Movimento4 (Evento organizado pelo The Hub, em Londres, a convite da Fundação Calouste Gulbenkian) um novo trabalho com alunos do 3º ano do Laban Centre. Desenvolveu diversas colaborações com o coreógrafo Suíço Jean-Marc Heim, todas estreadas no Arsenic, em Lausanne. Foi director artístico do Núcleo de Experimentação Coreográfica, no Porto, entre 2006 e 2011. Em 2012 colabora com Ana Borralho & João Galante, Vera Mantero e Rita Natálio na criação do evento “Sub-Reptício (corpo clandestino) no São Luiz Teatro Municipal em Lisboa. O seu trabalho foi apresentado em Portugal, França, Alemanha, Espanha, Bélgica, Suíça, Escócia, Inglaterra, Eslováquia, Índia e Roménia. Actualmente é membro da direcção plenária da GDA e do Conselho de Curadores da Fundação GDA. Artista Residente da Circular Associação Cultural a partir de 2012. Em 2016 colabora como assistente convidado no Curso de Especialização em Performance na FBAUP. É membro colaborador do i2ADS Instituto de Investigação em Arte, Design e Sociedade da Faculdade de Belas Artes, Universidade do Porto, colaborando com o NAI - Núcleo de Arte Intermedia.



CAXINAS ENSEMBLE

“Labirinto” é o tema do projecto “Caxinas Ensemble”, orientado pelos artistas Filipe Caldeira e Catarina Gonçalves e desenvolvido pela Circular, entidade que promove o Festival de Artes Performativas com o mesmo nome. O projecto tem como principal objectivo proporcionar uma aproximação às artes transdisciplinares a crianças dos 6 aos 10 anos e organiza-se em três sessões com quatro turmas da Escola do 1º ciclo das Caxinas entre 2018 e 2019. Em paralelo, Filipe Caldeira e Catarina Gonçalves vão apresentar em Dezembro os espectáculos infantis “Lusco-Fusco” no espaço ALFA (atelier Lafontana Formas Animadas) e "O cão que corre atrás de mim (e o avô Elísio à janela)" nas freguesias de Aveleda e Macieira da Maia.

Esta proposta baseia-se no encontro dos dois artistas com a comunidade das Caxinas, escolhendo as crianças como os seus “outros olhos e como ponto de partida para se relacionarem e desenvolverem um trabalho de imersão acerca do tema Labirinto”.

O processo de trabalho assenta em três momentos criativos e/ou tempo/espaciais, em que cada momento pretende abordar e desafiar as crianças à implicação num processo experimental a par com os artistas Filipe Caldeira e Catarina Gonçalves, entre outros. De acordo com os artistas, “áreas como a fotografia, música, escrita, artes plásticas estão contempladas, assim como a pesquisa com base em encontros que impliquem um estar, viver, respirar, construir, recriar, devorar as Caxinas a par com as crianças”.

As sessões estão agendadas para os meses de Outubro, Novembro e Dezembro de 2018 e Janeiro e Fevereiro de 2019 na Escola de 1º ciclo das Caxinas, em Vila do Conde. A participação é reservada aos alunos e professores da Escola.

Esta programação da Circular aposta numa relação de crescente envolvimento e proximidade com a comunidade local, em especial com o território das Caxinas, propondo a participação cultural num ambiente de experimentação, de espontaneidade e de sensibilidade, junto de públicos-alvo e contextos distintos, através de parcerias com a Câmara Municipal de Vila do Conde, Junta de Freguesia de Vila do Conde, escolas, e outras entidades.

Orientação: Filipe Caldeira e Catarina Gonçalves
Iniciativa no âmbito do Programa Educativo da Circular Associação Cultural

Programa:

Sessões na Escola 1º Ciclo Ensino Básico de Caxinas - Vila do Conde

29 e 31 de Outubro 2018
2 de Novembro 2018
11 e 13 de Dezembro 2018
30 e 31 de Janeiro 2019
1, 11, 13 e 15 de Fevereiro 2019

Sessões Escolares | "O cão que corre atrás de mim (e o avô Elísio à janela)" de Catarina Gonçalves e Filipe Caldeira

10 de Dezembro 2018, 14:30 / ARCA - Associação Recreativa e Cultural de Aveleda / Sessão com alunos da Escola Básica de Aveleda
12 de Dezembro 2018, 11:00 / ALFA - Atelier Lafontana Formas Animadas / Sessão com alunos da Escola Básica das Caxinas
14 de Dezembro 2018, 11:00 / Pavilhão da Escola Básica de Macieira / Sessão com alunos da Escola Básica de Macieira e do Centro Social

Biografias:

Catarina Gonçalves foca o seu trabalho na dança em contextos que questionam o corpo social/político e a relação entre público/performer. A aproximação à comunidade pauta o seu percurso artístico. Inicia os seus estudos na área da comunicação, licencia-se em educação, pela ESE, Lisboa (2004) e posteriormente em artes do espetáculo - dança contemporânea (2007), na ESD de Lisboa. Foi artista convidada do Projeto EVA (Lisboa, 2010) a intervir nos Bairros 6 de Maio e Armador; criou What the body know’s that we don’t know (2012 DOCK11, Berlin) e Solo em Artistas à Procura de um Abrigo, para o Festival Todos (Lisboa, 2013).

Filipe Caldeira (Vila do Conde, 1982). Inicia em 2000 o seu estudo em manipulação de objetos, de uma forma empírica e focada na técnica que serve uma crueza fortemente influenciada pelo circo finlandês. Desenvolve um particular interesse na sinergia entre o corpo e o objecto, reposicionando-se na relação hierárquica entre estes dois elementos. Ao longo dos anos de prática o seu interesse vai-se desviando do virtuosismo técnico, dando primazia ao imaterial, ao corpo e à voz como gatilhos autónomos. Assim o seu posicionamento face ao circo, dança e teatro tornou-se alvo de autoquestionamento. Resultando numa linguagem híbrida e num virtuosismo distorcido, de um corpo que se forma e deforma com a experiência. Inicia-se profissionalmente como autor e intérprete em 2005. Desde 2015 que é artista residente apoiado pela Circular Associação Cultural.